Coração Negreiro
...Escravizados pela liberdade.
O negro quer ser pleno no céu azul. No fundo do céu azul tem preto... cerulo azul, azul marinho, azul escuro... Demasiadamente escuro. azul depressão, dor; s e p a r a ç ã o.
Azul meia-noite: forte sedativo sobre a mente, conexão do feminino e o intuitivo. Não... nós não nos deixaremos aqui.
Azul... azul... Azuis escuros renderam-se a bela lua que os faz azuis mais claros, mais frescos, mais tranquilizantes e raros...
Deusa prateada... nua, observada pelas estrelas do azul céu das despedidas impedidas de reais despedidas... Despedidas ?INDESPEDIVEIS?, amores inseparáveis.
A lua, observada pelas estrelas, observa Ayana Badú Obah, rainha negra de Iorubá, escurecida por pinceladas de tom sépia, - lá longe... além do navio, em terra firme: sua terra.
Negra vendida, escravizada, humilhada, magoada, ferida; duplamente escravizada e enfim... libertada.
Liberta da opressão e agora escrava do amor. Escrava de uma promessa. Escrava. Rainha escrava dos cuidados de um reino destruído pelo próprio pai; escrava das dores no peito, das noites de saudade... Escrava das lembranças de momentos intensos de entrega, de mistura de cor e raça, lembranças dos momentos de paixão, de nudez e despreconceitualização, MISCIGENAÇÂO, doces e escravizadoras lembranças...
Ele foi devolvê-la ao seu povo, - prometeu-lhe amor, liberdade e então... trocaram de coração -, um tem o coração do outro mão... O coração um do outro, e uma saudade dilacerante dos dois batendo juntos.
Fazendeiro, branco, livre, rico e ex-opressor, escravo de uma negra: a rainha de Iorubá. Comprada como escrava, resgatada a preço de deusa; viverá vós sem seu coração negreiro?
São os sonhos e as situações quem os levam para frente. A paixão nunca será uma causa vã, mas é o amor que cria laços inimagináveis.
...Escravizados pela liberdade.
O negro quer ser pleno no céu azul. No fundo do céu azul tem preto... cerulo azul, azul marinho, azul escuro... Demasiadamente escuro. azul depressão, dor; s e p a r a ç ã o.
Azul meia-noite: forte sedativo sobre a mente, conexão do feminino e o intuitivo. Não... nós não nos deixaremos aqui.
Azul... azul... Azuis escuros renderam-se a bela lua que os faz azuis mais claros, mais frescos, mais tranquilizantes e raros...
Deusa prateada... nua, observada pelas estrelas do azul céu das despedidas impedidas de reais despedidas... Despedidas ?INDESPEDIVEIS?, amores inseparáveis.
A lua, observada pelas estrelas, observa Ayana Badú Obah, rainha negra de Iorubá, escurecida por pinceladas de tom sépia, - lá longe... além do navio, em terra firme: sua terra.
Negra vendida, escravizada, humilhada, magoada, ferida; duplamente escravizada e enfim... libertada.
Liberta da opressão e agora escrava do amor. Escrava de uma promessa. Escrava. Rainha escrava dos cuidados de um reino destruído pelo próprio pai; escrava das dores no peito, das noites de saudade... Escrava das lembranças de momentos intensos de entrega, de mistura de cor e raça, lembranças dos momentos de paixão, de nudez e despreconceitualização, MISCIGENAÇÂO, doces e escravizadoras lembranças...
Ele foi devolvê-la ao seu povo, - prometeu-lhe amor, liberdade e então... trocaram de coração -, um tem o coração do outro mão... O coração um do outro, e uma saudade dilacerante dos dois batendo juntos.
Fazendeiro, branco, livre, rico e ex-opressor, escravo de uma negra: a rainha de Iorubá. Comprada como escrava, resgatada a preço de deusa; viverá vós sem seu coração negreiro?
São os sonhos e as situações quem os levam para frente. A paixão nunca será uma causa vã, mas é o amor que cria laços inimagináveis.