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    Cordilheira

    Por Daniel Galera
    Existem 6 citações disponíveis para Cordilheira

    Sobre

    Recém-saída de um relacionamento amoroso e ainda sob impacto do suicídio de uma amiga, uma escritora resolve aproveitar o lançamento da tradução argentina de seu romance, considerado pelo público e pela crítica uma das melhores surpresas da nova literatura brasileira, para passar uma temporada em Buenos Aires.

    Primeiro título da coleção Amores Expressos, em que autores brasileiros escrevem histórias de amor ambientadas em diversas cidades do mundo, Cordilheira gira em torno de um recomeço: ao se envolver com um misterioso fã argentino e conviver com seus amigos de hábitos bizarros, a protagonista começa a deixar o passado para trás e a se tornar algo que ainda não sabe bem o que é. Mas, diferentemente dos romances anteriores de Daniel Galera, a perspectiva não é a do universo masculino, e sim a de uma narradora sem receio de encarar os próprios abismos emocionais.

    "Tive vontade de desenvolver uma protagonista mulher", explica o autor, "porque as mulheres modernas me parecem bem mais interessantes e complexas do que os homens. A decisão de narrar o livro em primeira pessoa só veio mais tarde, depois da viagem a Buenos Aires, quando comecei a escrevê-lo. Eu pretendia usar a terceira pessoa, para me permitir certo distanciamento, mas o romance parecia pedir o ponto de vista da narradora, e só consegui levar o texto adiante quando fiz essa opção."

    Além de uma história de perdas, encontros e desencontros, Cordilheira também é uma reflexão sobre vida e arte, seus limites nem sempre definidos e a maneira como essa sobreposição, em meio aos sonhos e impasses de quem cedo ou tarde precisará enfrentar a realidade, pode acabar mudando os destinos individuais.

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    Citações de Cordilheira

    não há verdade que não soe mentirosa quando proferida com ênfase e insistência demasiadas.

    Mamihlapinatapai. É o olhar que duas pessoas trocam quando cada uma fica esperando que a outra inicie uma coisa que as duas querem, mas que nenhuma tem coragem de começar.”

    Como eu podia ter me privado por tanto tempo do sabor das decisões drásticas, do prazer de derrubar uma pecinha de dominó e mudar tudo de forma irreversível?

    Toda arte é egoísta, mas a literatura é a mais egoísta de todas. Não há como escrever honestamente sobre qualquer coisa que não seja nós mesmos.

    Nascemos com um prazo limitado para interpretar o mundo. Fazemos o que podemos. O legado de todos que nos precederam nesse esforço pode ajudar ou confundir, e em última instância ninguém nunca prova nada. Atribuir um propósito superior a um lance qualquer da vida é construir uma ficção muito pessoal. Dar sentido ao mundo é um ato criativo. Uma visão de mundo é uma narrativa.

    A solidão é um estado natural. Amores mudarão essa regra ao acaso. Não há como não ser ao acaso. Respirar a vida como se não houvesse ninguém. Até que haja.

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