Este trabalho tem como objetivo investigar as crenças de ensinar de professores x crenças de aprender de alunos de Inglês como Língua Estrangeira (LE) no contexto da escola pública e contrapor essas crenças aos eventos da sala de aula de Inglês como LE, tentando flagrar convergências e discrepâncias entre o dizer e o fazer de professor e alunos. Este trabalho fundamentou-se teoricamente na perspectiva sociocultural inspirada pela obra de Lev Vygotksky (1987) e a abordagem contextual proposta por Barcelos (2006). Esta pesquisa é um estudo de caso (Johnson, 1992), com viés etnográfico, (André,1995). Na coleta de dados foi utilizada a técnica de entrevista semiestruturada e a observação de aulas em uma escola pública situada na cidade de Manaus. O resultado da pesquisa mostrou que, na escola investigada, mais especificamente na sala de aula observada, professor e alunos compartilham praticamente das mesmas crenças e que essas crenças, provavelmente, exercem influência em seus comportamentos em sala de aula. A perspectiva sociocultural, que é a perspectiva adotada neste trabalho, permite situar e compreender os eventos da sala de aula como uma empreitada colaborativa em que todos os envolvidos participam da construção do conhecimento. Por fim, no estado atual da pesquisa sobre crenças, no domínio de ensino-aprendizagem de LE, fica claro que ainda não é possível estabelecer uma relação causal direta entre crenças de um lado e comportamentos/ações do outro, levantando-se a hipótese de que essa relação é indireta.
Crenças de ensinar do professor x crenças de aprender de alunos de Inglês como LE
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