Crise suicida
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No fim da década de 1960, o comportamento suicida[NT] foi definido pela Organização das Nações Unidas como “[…] um fenômeno multifatorial, multideterminado e transacional que se desenvolve por trajetórias complexas, porém identificáveis”.
Sócrates, ao mesmo tempo em que repudiou o suicídio, fez a morte parecer algo desejável e tomou a cicuta com entusiasmo. Platão defendia o suicídio quando as circunstâncias externas tornam-se intoleráveis. Já Aristóteles o classificou como uma ofensa contra o Estado, um ato de irresponsabilidade social. Para ele, ao se matar, um cidadão útil enfraquecia o Estado.2
Experiências traumáticas na infância alteram a arquitetura genética que herdamos e aumentam, de forma parcialmente independente, a propensão tanto para a depressão quanto para o comportamento suicida.
A partir do século V, com Constantino, o Estado romano totalitário retirou do indivíduo comum o direito de dispor da própria vida. Havia fome, epidemias, guerras. Havia baixa natalidade, e faltavam alimentos e mão de obra. A vida dos colonos e dos escravos pertencia ao seu senhor. O suicida passou a ser culpabilizado, e seus familiares tinham os bens confiscados.
A partir da segunda metade do século XX, a frequente associação entre suicídio e transtornos mentais embasou sua prevenção no âmbito da saúde pública.