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    De onde vêm as boas ideias

    Por Johnson, Steven
    Existem 12 citações disponíveis para De onde vêm as boas ideias

    Sobre

    Afinal, de onde vêm as boas ideias? Essa é uma pergunta que todos gostariam de saber responder. Steven Johnson consegue. O autor, de início, descarta o senso comum de que os grandes criadores já nascem geniais e, isolados em seus estúdios ou laboratórios, concebem as grandes descobertas. E dedica a sua pesquisa inicialmente à biologia, chegando à conclusão de que a evolução depende, mais do que de ambientes propícios para a sobrevivência, de meios em que espécies diferentes entrem em contato. No campo das ideias não é muito diferente. Traçando a história por trás de quase duzentas descobertas e invenções, o autor comprova que um ambiente conectado, em que intuições circulam livremente, é mais propício para o surgimento de grandes invenções. No século XIX, por exemplo, um cientista projetou uma máquina semelhante aos computadores criados cem anos depois. Naquele momento, porém, o desenvolvimento do artefato parecia impossível, não havia tecnologias disponíveis para que o projeto fosse à frente. O ambiente não era propício para que a descoberta se concretizasse. Johnson nos mostra, criando paralelos divertidos, inesperados e reveladores, os sete padrões fundamentais dos processos de inovação desenvolvidos pelo homem e pela natureza: as descobertas que surgem a partir de outras descobertas; as redes em que informações se chocam constantemente; as intuições lentamente construídas; as intuições acidentais; o aprendizado a partir dos erros; as invenções de uma área que encontram aplicação em outra; os processos generalizados de sedimentação do saber. Com as ferramentas presentes nos dias de hoje, qualquer pessoa é capaz de criar algo inovador. É preciso, porém, saber cultivar. Como? Essa é mais uma pergunta que Johnson consegue responder.
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    Definido como

    Citações de De onde vêm as boas ideias

    boas ideias têm maior probabilidade de emergir em ambientes que contêm certa quantidade de ruído e erro.

    ambientes inovadores são melhores para ajudar seus habitantes a explorar o possível adjacente, porque apresentam uma amostra ampla e diversa de peças sobressalentes – mecânicas ou conceituais – e estimulam novos modos de recombiná-las.

    Por isso, parte do segredo de cultivar intuições é simples: anote tudo.

    Bill Gates (e seu sucessor na Microsoft, Ray Ozzie) são famosos por tirar férias anuais dedicadas à leitura. Durante o ano, acumulam deliberadamente uma pilha de material de leitura – grande parte sem relação com seu foco diário na Microsoft –; depois se afastam por uma ou duas semanas e mergulham a fundo nos textos que acumularam. Ao concentrar sua absorção em poucos dias, dão a novas ideias oportunidades adicionais de se conectar entre si, pela simples razão de que é mais fácil nos lembrar de algo que lemos ontem que de algo que lemos seis meses atrás.

    A rede, ela própria, não é inteligente; os indivíduos é que ficam mais inteligentes por estarem conectados a ela.

    Os cadernos de Darwin situam-se na extremidade de uma longa e frutífera tradição que chegou ao auge na Europa na era do Iluminismo, em particular na Inglaterra: o costume de manter um livro de “citações”. Eruditos, cientistas amadores, aspirantes a homens de letras – praticamente todas as pessoas com ambição intelectual nos séculos XVII e XVIII tinham um livro de citações. As grandes cabeças do período – Milton, Bacon, Locke – eram entusiastas dos poderes desses livros para

    Mas a verdade é que, ao examinarmos a inovação na natureza e na cultura, percebemos que ambientes que constroem muros em torno de boas ideias tendem a ser menos inovadores que ambientes mais abertos. Boas ideias podem não querer ser livres, mas querem se conectar, se fundir, se recombinar. Querem se reinventar transpondo fronteiras conceituais. Querem tanto se completar umas às outras quanto competir.

    em geral somos mais bem-sucedidos ao conectar ideias do que ao protegê-las.

    O segredo para ter boas ideias não é ficar sentado em glorioso isolamento, tentando ter grandes pensamentos. O truque é juntar mais peças sobre a mesa.

    Boas ideias não surgem do nada; são construídas a partir de um grupo de partes existentes, cuja combinação se expande (e, às vezes, se contrai) ao longo do tempo.

    A pesquisa de Dunbar sugere uma ideia vagamente tranquilizadora: mesmo com todos os avanços tecnológicos de um dos principais laboratórios de biologia molecular, a ferramenta mais produtiva para gerar boas ideias continua a ser um círculo de seres humanos sentados em volta de uma mesa, discutindo questões de trabalho. A reunião de laboratório cria um ambiente em que novas combinações podem ocorrer e a informação pode transbordar de um projeto para outro. Quando trabalhamos sozinhos num gabinete, olhando num microscópio, nossas ideias podem ficar emperradas, presas aos nossos preconceitos iniciais. O fluxo social da conversa em grupo transforma esse estado sólido privado numa rede líquida.

    Nosso pensamento molda os espaços que habitamos, e os espaços retribuem o favor.

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