Norah é uma mulher madura, realizada em sua vida profissional, sendo editora chefe de uma grande editora no Brasil. Porém, um dia, a vida começa a fugir do seu controle e Norah vê-se às voltas com seu passado, há muito escondido por ela mesma.
Nesse passado Norah foi feliz, verdadeiramente feliz, quando, aos dezesseis anos, mergulhada na angústia e solidão próprias da adolescência, ela conhece um menino, Luiz. Eles tornam-se amigos inseparáveis e dividem durante um ano, sonhos, devaneios, receios, silêncios e principalmente, livros. São leitores vorazes e, através dos livros que dividem, desenvolvem uma intimidade enorme. Essa intimidade torna-se maior ainda quando eles passam a trocar escritos, que antes escreviam em segredo. Um dia eles confidenciam um ao outro que costumam escrever e passam a trocar esses escritos, em um frenético escambo literário. São contos e estórias, e pensamentos e poesias que trocam entre eles, encantados com a crescente ligação que passa a uni-los cada vez mais.
Porém um dia, sem que Norah saiba a razão, Luiz some de sua vida. Ela ainda o aguarda por dias, semanas e meses, mas nunca mais teve notícias do menino.
Então o tempo passa e mergulhada em dor e saudade, Norah sobrevive. Ela vai para a faculdade, apaixona-se (ou julga apaixonar-se) novamente, casa, tem filhos, começa a trabalhar no ramo editorial, adquire experiência e torna-se com o passar do tempo, a editora mais importante da atualidade.
Quando já famosa, com os filhos crescidos, subitamente Norah perde a irmã mais velha, sua grande amiga e confidente e esse episódio faz com que Norah relativize sua vida, repense a forma como a vem vivendo até então.
Ela passa, aos poucos, a refletir sobre sua própria finitude, o passar dos anos e a velhice que se aproxima. Torna-se nostálgica e afeita à solidão.
Dessa forma, com o desacelerar da vida, drasticamente, Norah separa-se do marido, para surpresa de todos. Tenta descobrir quem ela é, de verdade. Tenta reconectar-se com a menina de dezesseis anos que foi um dia e que deixou escondida, lá atrás, em seu passado.
Envolvida nessa escuridão existencial, Norah vê chegar um dos eventos mais importantes da qual sua editora é a principal promotora: a Feira Literária Bienal.
Com a aproximação do evento, muitos originais são remetidos para análise da equipe da Editora, sendo que os melhores originais chegam até Norah, para opinião final da editora chefe.
Envolvida na leitura dos originais e na análise daquele vasto material, um pacote contendo originais de um livro chega até a casa de Norah, aparentemente sem passar pela editora ou por sua equipe.. Ele parece ter sido remetido diretamente a ela. Aquilo chama a atenção de Norah que inicia, por curiosidade, a leitura daquele material e então uma bomba cai em sua vida. Norah reconhece Luiz naquelas linhas escritas. O estilo de Luiz, as palavras de Luiz. E mais, ali, naqueles originais, estava a estória dos dois. Porém não há nome do autor nos originais.
Norah vê-se arremessada novamente nos seus dezesseis anos, sentada na escadaria da biblioteca de sua cidade, com Clarice Lispector em suas mãos, enquanto Luiz sentava ao seu lado e ambos dividiam a vida. Lembra-se novamente de tudo o que leu, de tudo o que ele escreveu e dividiu com ele. Tem certeza absoluta ser ele o autor do livro que agora tem em mãos.
Ela precisa encontrá-lo. Sua vida depende disso.
Norah sabe que, se encontrá-lo, encontrará a menina que foi um dia e quem sabe assim, poderá retomar a essência de sua vida, aquilo que realmente nasceu para ser. Se Norah encontrar Luiz, poderá novamente ser plena. Poderá novamente ser livre.
Ela começa então a sua busca por Luiz, procurando pontas soltas de um novelo emaranhado, viajando pelo país, entrevistando pessoas, fazendo descobertas que possam levá-la ao encontro dele, novamente. Ao encontro do menino que a conhece tão bem. O menino que, depois de quase quarenta anos, envia a ela um livro com a estória dos dois.
O menino eterno.
Nesse passado Norah foi feliz, verdadeiramente feliz, quando, aos dezesseis anos, mergulhada na angústia e solidão próprias da adolescência, ela conhece um menino, Luiz. Eles tornam-se amigos inseparáveis e dividem durante um ano, sonhos, devaneios, receios, silêncios e principalmente, livros. São leitores vorazes e, através dos livros que dividem, desenvolvem uma intimidade enorme. Essa intimidade torna-se maior ainda quando eles passam a trocar escritos, que antes escreviam em segredo. Um dia eles confidenciam um ao outro que costumam escrever e passam a trocar esses escritos, em um frenético escambo literário. São contos e estórias, e pensamentos e poesias que trocam entre eles, encantados com a crescente ligação que passa a uni-los cada vez mais.
Porém um dia, sem que Norah saiba a razão, Luiz some de sua vida. Ela ainda o aguarda por dias, semanas e meses, mas nunca mais teve notícias do menino.
Então o tempo passa e mergulhada em dor e saudade, Norah sobrevive. Ela vai para a faculdade, apaixona-se (ou julga apaixonar-se) novamente, casa, tem filhos, começa a trabalhar no ramo editorial, adquire experiência e torna-se com o passar do tempo, a editora mais importante da atualidade.
Quando já famosa, com os filhos crescidos, subitamente Norah perde a irmã mais velha, sua grande amiga e confidente e esse episódio faz com que Norah relativize sua vida, repense a forma como a vem vivendo até então.
Ela passa, aos poucos, a refletir sobre sua própria finitude, o passar dos anos e a velhice que se aproxima. Torna-se nostálgica e afeita à solidão.
Dessa forma, com o desacelerar da vida, drasticamente, Norah separa-se do marido, para surpresa de todos. Tenta descobrir quem ela é, de verdade. Tenta reconectar-se com a menina de dezesseis anos que foi um dia e que deixou escondida, lá atrás, em seu passado.
Envolvida nessa escuridão existencial, Norah vê chegar um dos eventos mais importantes da qual sua editora é a principal promotora: a Feira Literária Bienal.
Com a aproximação do evento, muitos originais são remetidos para análise da equipe da Editora, sendo que os melhores originais chegam até Norah, para opinião final da editora chefe.
Envolvida na leitura dos originais e na análise daquele vasto material, um pacote contendo originais de um livro chega até a casa de Norah, aparentemente sem passar pela editora ou por sua equipe.. Ele parece ter sido remetido diretamente a ela. Aquilo chama a atenção de Norah que inicia, por curiosidade, a leitura daquele material e então uma bomba cai em sua vida. Norah reconhece Luiz naquelas linhas escritas. O estilo de Luiz, as palavras de Luiz. E mais, ali, naqueles originais, estava a estória dos dois. Porém não há nome do autor nos originais.
Norah vê-se arremessada novamente nos seus dezesseis anos, sentada na escadaria da biblioteca de sua cidade, com Clarice Lispector em suas mãos, enquanto Luiz sentava ao seu lado e ambos dividiam a vida. Lembra-se novamente de tudo o que leu, de tudo o que ele escreveu e dividiu com ele. Tem certeza absoluta ser ele o autor do livro que agora tem em mãos.
Ela precisa encontrá-lo. Sua vida depende disso.
Norah sabe que, se encontrá-lo, encontrará a menina que foi um dia e quem sabe assim, poderá retomar a essência de sua vida, aquilo que realmente nasceu para ser. Se Norah encontrar Luiz, poderá novamente ser plena. Poderá novamente ser livre.
Ela começa então a sua busca por Luiz, procurando pontas soltas de um novelo emaranhado, viajando pelo país, entrevistando pessoas, fazendo descobertas que possam levá-la ao encontro dele, novamente. Ao encontro do menino que a conhece tão bem. O menino que, depois de quase quarenta anos, envia a ela um livro com a estória dos dois.
O menino eterno.