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    Empreendedorismo e jovens empreendedores (Revista de Ciências da Administração. V. 11 n. 24 maio-ago de 2009)

    Por Dario de Oliveira Lima Filho
    Existem 11 citações disponíveis para Empreendedorismo e jovens empreendedores (Revista de Ciências da Administração. V. 11 n. 24 maio-ago de 2009) Baixar eBook Link atualizado em 2017
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    Citações de Empreendedorismo e jovens empreendedores (Revista de Ciências da Administração. V. 11 n. 24 maio-ago de 2009)

    Estudos de empreendedores (FILION, 1999; DOLABELA, 1999; LUCAS; COOPER, 2004) demonstram que algumas características fundamentais podem ser identificadas em qualquer segmento da população: iniciativa, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, coragem, forte intuição, comprometimento, orientação para metas e resultados, trabalhadores incansáveis, sonhadores realistas, racionais, líderes, orientados para o futuro, cultivam imaginação, definem visões, pragmáticos, flexíveis, inovadores, criativos, aceitam desafios e administram riscos moderados.

    O indivíduo, ao empreender, está à procura de sua autorrealização, do seu reconhecimento social, de sua expressão enquanto ser humano livre e realizado com o que produz, e não como indivíduo centrado em atividades que não lhe garantem sua autovalorização.

    A doutrina religiosa brasileira, calcada secularmente no catolicismo romano, enraizou uma cultura contra-capitalista, contribuindo para a formação de um comportamento de servidão, e obediência, e de uma visão distorcida da acumulação de capital. Max Weber, no início do século passado, mostrou a relação entre a doutrina calvinista protestante e o surgimento do capitalismo na Europa (WEBER, 1987).

    “[…] ao mesmo tempo em que milhares de pessoas sofrem pela falta de uma vaga de trabalho, outras sofrem pelo fato de terem que trabalhar excessivamente”.

    ao mesmo tempo em que milhares de pessoas sofrem pela falta de uma vaga de trabalho, outras sofrem pelo fato de terem que trabalhar excessivamente”.

    Estudos de empreendedores (FILION, 1999; DOLABELA, 1999; LUCAS; COOPER, 2004) demonstram que algumas características fundamentais podem ser identificadas em qualquer segmento da população: iniciativa, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, coragem, forte intuição, comprometimento, orientação para metas e resultados, trabalhadores incansáveis, sonhadores realistas, racionais, líderes, orientados para o futuro, cultivam imaginação, definem visões, pragmáticos, flexíveis, inovadores, criativos, aceitam desafios e administram riscos moderados.

    Dolabela (2001) afirma que o empreendedor assume características que podem servir à comunidade, não apenas no campo empresarial como o senso comum relata. Ele atua numa perspectiva social de envolvimento da sociedade em iniciativas pró-ativas, que impactem o desenvolvimento de ações e atividades.

    Dornelas (2001) afirma que os empreendedores são, entre outras características: determinados, dinâmicos, dedicados, otimistas e apaixonados pelo que fazem.

    No entanto, a maior parte dos jovens brasileiros tem pouca ou nenhuma cultura empreendedora. Uma das causas que contribuíram para isso foi o legado português expresso na forte submissão das relações entre a Coroa e suas colônias. Barros e Prates (1996) apontam que 67% dos trabalhadores brasileiros, de todos os níveis sociais, têm uma postura de espectadores, 77% apresentam uma postura de paternalismo e 76% mostram um comportamento de dependência. Esses fatos refletem na disposição dos jovens na busca de emprego4.

    A doutrina religiosa brasileira, calcada secularmente no catolicismo romano, enraizou uma cultura contra-capitalista, contribuindo para a formação de um comportamento de servidão, e obediência, e de uma visão distorcida da acumulação de capital. Max Weber, no início do século passado, mostrou a relação entre a doutrina calvinista protestante e o surgimento do capitalismo na Europa (WEBER, 1987).

    No entanto, o emprego “tradicional” ainda continua nos planos dos jovens brasileiros. Pesquisa realizada por Martins, Pereira e Lima-Filho (2003) mostra que, apesar de 63% dos alunos do curso de Administração de uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES) desejarem ter um negócio próprio, mais de 60% planejam buscar um emprego. Na Europa, segundo Klapper (2004), isso não é diferente, ou seja, recém graduados de uma escola de negócios da França almejam empregar-se em uma grande empresa, pois foram formados com esse objetivo. As razões apontadas para a não escolha do caminho do empreendedorismo são: baixa idade e falta de experiência profissional.

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