"Essa era minha maldição: só conseguia voar uma vez com cada mulher.
No segundo encontro, elas se exasperavam quando sentiam a frieza de minha cama lhes consumindo o peito, olhavam para mim com os olhos sôfregos, esperando que eu as levasse para o céu, mas a magia tinha se findado e nós éramos de novo homem e mulher com nossos mesmos defeitos de sempre. A sombra da humanidade ia nos afogando no lodo dos lençóis e sentíamo-nos podres por dentro. Pegávamos nojo um do outro e tudo acabava ali, naquele segundo e derradeiro encontro. Ninguém chorava."
Trecho do conto "Mão de Homem, Asas de Menino"
No segundo encontro, elas se exasperavam quando sentiam a frieza de minha cama lhes consumindo o peito, olhavam para mim com os olhos sôfregos, esperando que eu as levasse para o céu, mas a magia tinha se findado e nós éramos de novo homem e mulher com nossos mesmos defeitos de sempre. A sombra da humanidade ia nos afogando no lodo dos lençóis e sentíamo-nos podres por dentro. Pegávamos nojo um do outro e tudo acabava ali, naquele segundo e derradeiro encontro. Ninguém chorava."
Trecho do conto "Mão de Homem, Asas de Menino"