A conhecida obra «O Asno de Ouro» ou «Metamorfoses» foi escrita por um latino de origem africana que viveu no séc. II DC., e relata a história imaginada dum ser humano que andou por maus caminhos, por aí conheceu um grande sofrimento mas que desceu ao mais profundo de si-mesmo, reconheceu os seus próprios erros e conseguiu emendar-se deles.
"O ser que, descendo para dentro de si próprio, aceita encontrar as suas próprias ?sombras? e dialogar com elas, isto é, com o que ele ignora, recusa ou despreza de si mesmo, vai ressair enriquecido e consolidado por estas experiências. Ele também encontrará durante esta exploração, dinâmicas profundas que, se ele se torna consciente delas, as experimenta, e as esposa em toda a lucidez, transformá-lo-ão. " (Franz, 1997 : p. 11. Ed. Fr.)
Estes dinamismos inconscientes raramente são percebidos pelo sujeito que está com problemas. Os estados penosos que atravessa cegam-no, e ele só enxerga o próprio sofrimento causado pela sua neurose. No entanto através desta provação o sujeito pode transformar-se no que ele realmente é: um ser mais profundo e de mais amplo. Para conseguir tais resultados ele terá de renovar o seu núcleo central, ou porque este ainda não está amadurecido, está defeituoso ou foi quebrado.
"Esta aventura interior única, e infinitamente diversificada, não se dirige, compreensivelmente, a uma única categoria de pessoas: ?os doentes". Algumas pessoas procurarão simplesmente a cura dos sintomas que paralisam as suas vidas e outras, uma ampliação e um enriquecimento. Para outras ainda, isto será um apelo irresistível, sob pena de destruição, para empreender a pesquisa, a aventura interior. Os menos escolarizados poderão aí ter sucesso se possuírem a inteligência do coração e a retidão, e as várias fases da vida são propícias para tal. As suas formas são tão numerosas como o número de indivíduos que existem e, em todos as épocas, ela ocupou o interesse da humanidade. Ela reflete-se nos mitos e nas religiões, nas lendas, nas sagas e nos ciclos de histórias como os da Mesa Redonda, nos diversos caminhos espirituais e sociedades iniciáticas e, finalmente, nesses símbolos de transmutações naturais que nos transmite a alquimia tradicional. A um nível mais individual, ao mesmo tempo que fazem parte da alma profunda do seu tempo, as grandes criações da arte, aqueles cuja inspiração vem do inconsciente, têm a mesma origem. " (Franz, 1997: pp. 11-12. Ed. Fr.)
O romance «O Asno de Ouro» ou «Metamorfoses», tem como figura central o jovem Lúcio, oriundo de boas famílias, muito culto, e descreve em pormenor as aventuras e sofrimentos pelos quais ele passou. Lúcio era um jovem que se comportava com as mulheres como se fosse um animal, somente vendo nelas o prazer sexual e não se envolvendo com elas com afeto e a sério, um comportamento errado que o levou a afundar-se no mais profundo desespero. No meio dum tal sofrimento que aumentava sem cessar e sem uma solução à vista, surgiu repentinamente a esperança da libertação porque é das trevas que nasce a luz, fruto da força natural de coesão que existe em cada um de nós e à qual Jung chamou «Função Transcendental», «Si-Mesmo» e a que outros chamam «Deus». Uma experiência tão marcante transformou a vida de Lúcio porque ele experimentou até ao limite a angústia do sofrimento devido a uma vida sem sentido conduzida por maus caminhos! O que aconteceu a Lúcio pode acontecer a qualquer ser humano que se encontre mergulhado no sofrimento e na escuridão duma vida sem sentido e que, devidamente orientado, pode de repente descobrir uma luz saída da sua própria imundídie, um raio de luz que passará a iluminar toda a sua vida!
"O ser que, descendo para dentro de si próprio, aceita encontrar as suas próprias ?sombras? e dialogar com elas, isto é, com o que ele ignora, recusa ou despreza de si mesmo, vai ressair enriquecido e consolidado por estas experiências. Ele também encontrará durante esta exploração, dinâmicas profundas que, se ele se torna consciente delas, as experimenta, e as esposa em toda a lucidez, transformá-lo-ão. " (Franz, 1997 : p. 11. Ed. Fr.)
Estes dinamismos inconscientes raramente são percebidos pelo sujeito que está com problemas. Os estados penosos que atravessa cegam-no, e ele só enxerga o próprio sofrimento causado pela sua neurose. No entanto através desta provação o sujeito pode transformar-se no que ele realmente é: um ser mais profundo e de mais amplo. Para conseguir tais resultados ele terá de renovar o seu núcleo central, ou porque este ainda não está amadurecido, está defeituoso ou foi quebrado.
"Esta aventura interior única, e infinitamente diversificada, não se dirige, compreensivelmente, a uma única categoria de pessoas: ?os doentes". Algumas pessoas procurarão simplesmente a cura dos sintomas que paralisam as suas vidas e outras, uma ampliação e um enriquecimento. Para outras ainda, isto será um apelo irresistível, sob pena de destruição, para empreender a pesquisa, a aventura interior. Os menos escolarizados poderão aí ter sucesso se possuírem a inteligência do coração e a retidão, e as várias fases da vida são propícias para tal. As suas formas são tão numerosas como o número de indivíduos que existem e, em todos as épocas, ela ocupou o interesse da humanidade. Ela reflete-se nos mitos e nas religiões, nas lendas, nas sagas e nos ciclos de histórias como os da Mesa Redonda, nos diversos caminhos espirituais e sociedades iniciáticas e, finalmente, nesses símbolos de transmutações naturais que nos transmite a alquimia tradicional. A um nível mais individual, ao mesmo tempo que fazem parte da alma profunda do seu tempo, as grandes criações da arte, aqueles cuja inspiração vem do inconsciente, têm a mesma origem. " (Franz, 1997: pp. 11-12. Ed. Fr.)
O romance «O Asno de Ouro» ou «Metamorfoses», tem como figura central o jovem Lúcio, oriundo de boas famílias, muito culto, e descreve em pormenor as aventuras e sofrimentos pelos quais ele passou. Lúcio era um jovem que se comportava com as mulheres como se fosse um animal, somente vendo nelas o prazer sexual e não se envolvendo com elas com afeto e a sério, um comportamento errado que o levou a afundar-se no mais profundo desespero. No meio dum tal sofrimento que aumentava sem cessar e sem uma solução à vista, surgiu repentinamente a esperança da libertação porque é das trevas que nasce a luz, fruto da força natural de coesão que existe em cada um de nós e à qual Jung chamou «Função Transcendental», «Si-Mesmo» e a que outros chamam «Deus». Uma experiência tão marcante transformou a vida de Lúcio porque ele experimentou até ao limite a angústia do sofrimento devido a uma vida sem sentido conduzida por maus caminhos! O que aconteceu a Lúcio pode acontecer a qualquer ser humano que se encontre mergulhado no sofrimento e na escuridão duma vida sem sentido e que, devidamente orientado, pode de repente descobrir uma luz saída da sua própria imundídie, um raio de luz que passará a iluminar toda a sua vida!