A história do samba se revela cada vez mais surpreendentemente rica e imprevista. A prova é este livro de João Batista Martins, que desvenda e revela aspectos memoráveis da história da nossa cidade e do próprio samba. Registrando personagens e episódios que informam e diverte, ele abre caminhos novos no conhecimento da cultura popular carioca. Trata-se de leitura obrigatória para quem ama o Rio de Janeiro.
Haroldo Costa.
O meio em que floresceu e se desenvolveu o samba carioca foi, sem dúvida, o ?lado escuro? da cidade dita ?maravilhosa?. Constituído por um contingente humano histórica e geograficamente marginalizado, com pouco ou nenhum acesso aos equipamentos garantidores da cidadania, esse meio, entretanto, gerou o componente mais forte da identidade cultural brasileira; nascido num ambiente que até hoje têm os seus próprios códigos de relacionamento e conduta, intra e Extra- Muros. O mérito deste livro é desvendar boa parte dessa realidade. Ele é o mundo do samba (sempre observado e tratado com paternalismo ou preconceito, voyeurismo ou medo, indiferença ou deslumbramento; e principalmente com muita hipocrisia) visto de dentro. Por um olhar que mostra o seu avesso de maneira tão contundente quanto uma lapada de cachaça vagabunda; e tão deliciosa e compatível quanto á sardinha frita (na farinha) que lhe serve de tira-gosto.
Nei Lopes.
Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor e escritor.
Musicólogo, historiador de MPB, produtor musical, produtor de rádio e televisão, crítico e comentarista, diretor da Embra-Filme (MIS)- Museu de imagem e do Som, Presidente Instituto Nacional de Cinema (INC) e também autor, desde 1973 de aproximadamente 2500 programas radiofônicos para a rádio MEC.
O livro, Estácio de Sá. DNA- DO-SAMBA. Prostituição, Poesias, Prosas, Tiros, Porradas e Bombas. ?Surpreendem, por que: é capaz em forma de geléia geral, traçar vários paralelos de paixões, fragmentos anárquicos, por vezes da alma ingênua da? civilização carioca (como costumo chamar os que do Rio fazem a cidade mais descontraída e boa praça dentre todas).
O autor, que não tem papas na língua se aquece (a meu ver) pela paixão, perfila uma gama de carioquices, a partir do Estácio, o velho Estácio de Ismael Silva (um fraterno amigo meu nos anos 70), o Estácio ?Dos Bambas? que fizeram (Ismael sempre à testa) a Deixar Falar, a primeira das Escolas de Samba, o mesmo Estácio de Jorge Ben e de Luiz Melodia tempos depois, o Estácio de sempre de sambas e de múltiplos DNAs.
João Batista vai da escravidão aos primórdios da data de fundação da Cervejaria Brahma, primeira empresa Brasileira a dar empregos aos escravos recém libertos. Chegando até ao cadinho mágico que detém o morro de São Carlos, com seus malandros históricos, com ?tiros, porradas e bambas?.
O autor, embebido por puro amor, embriaga-se por episódios tão díspares como a maconha no Brasil, misturando logo depois eventos históricos como a Revolta dos Tenentes, Getúlio Vargas e até AI 5, que de uma forma ou de outra, acabaram por afetar a vida dos sambistas e compositores.
Culminando uma surpreendente escalada em originalidades como as ?Transas fiadas? (Do Zeca da Cuíca que transava fiado com as prostitutas da zona de meretrício do Estácio) e, os punheteiros do Morro de São Carlos, que tinham Vera Fischer sua musa de inspiração para concorrer em campeonato de punheta.
Pouco? Pois ainda tem muito mais nas crônicas e na mistura do João Batista sobre a memória carioca, a partir, insiste dos múltiplos e audaciosos DNAS do bairro do Estácio de Sá e do Morro de São Carlos. Afinal, são eles os vizinhos da maior referência dos folguedos cariocas de hoje, à Passarela do Samba Darcy Ribeiro. Ao velho Estado de outrora se compara a antiga Praça XI, dos anos 10 e 20 do século passado e às mudanças urbanísticas.
Ricardo Cravo Albin
Presidente do
Instituto Cultural Cravo Albin
Haroldo Costa.
O meio em que floresceu e se desenvolveu o samba carioca foi, sem dúvida, o ?lado escuro? da cidade dita ?maravilhosa?. Constituído por um contingente humano histórica e geograficamente marginalizado, com pouco ou nenhum acesso aos equipamentos garantidores da cidadania, esse meio, entretanto, gerou o componente mais forte da identidade cultural brasileira; nascido num ambiente que até hoje têm os seus próprios códigos de relacionamento e conduta, intra e Extra- Muros. O mérito deste livro é desvendar boa parte dessa realidade. Ele é o mundo do samba (sempre observado e tratado com paternalismo ou preconceito, voyeurismo ou medo, indiferença ou deslumbramento; e principalmente com muita hipocrisia) visto de dentro. Por um olhar que mostra o seu avesso de maneira tão contundente quanto uma lapada de cachaça vagabunda; e tão deliciosa e compatível quanto á sardinha frita (na farinha) que lhe serve de tira-gosto.
Nei Lopes.
Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor e escritor.
Musicólogo, historiador de MPB, produtor musical, produtor de rádio e televisão, crítico e comentarista, diretor da Embra-Filme (MIS)- Museu de imagem e do Som, Presidente Instituto Nacional de Cinema (INC) e também autor, desde 1973 de aproximadamente 2500 programas radiofônicos para a rádio MEC.
O livro, Estácio de Sá. DNA- DO-SAMBA. Prostituição, Poesias, Prosas, Tiros, Porradas e Bombas. ?Surpreendem, por que: é capaz em forma de geléia geral, traçar vários paralelos de paixões, fragmentos anárquicos, por vezes da alma ingênua da? civilização carioca (como costumo chamar os que do Rio fazem a cidade mais descontraída e boa praça dentre todas).
O autor, que não tem papas na língua se aquece (a meu ver) pela paixão, perfila uma gama de carioquices, a partir do Estácio, o velho Estácio de Ismael Silva (um fraterno amigo meu nos anos 70), o Estácio ?Dos Bambas? que fizeram (Ismael sempre à testa) a Deixar Falar, a primeira das Escolas de Samba, o mesmo Estácio de Jorge Ben e de Luiz Melodia tempos depois, o Estácio de sempre de sambas e de múltiplos DNAs.
João Batista vai da escravidão aos primórdios da data de fundação da Cervejaria Brahma, primeira empresa Brasileira a dar empregos aos escravos recém libertos. Chegando até ao cadinho mágico que detém o morro de São Carlos, com seus malandros históricos, com ?tiros, porradas e bambas?.
O autor, embebido por puro amor, embriaga-se por episódios tão díspares como a maconha no Brasil, misturando logo depois eventos históricos como a Revolta dos Tenentes, Getúlio Vargas e até AI 5, que de uma forma ou de outra, acabaram por afetar a vida dos sambistas e compositores.
Culminando uma surpreendente escalada em originalidades como as ?Transas fiadas? (Do Zeca da Cuíca que transava fiado com as prostitutas da zona de meretrício do Estácio) e, os punheteiros do Morro de São Carlos, que tinham Vera Fischer sua musa de inspiração para concorrer em campeonato de punheta.
Pouco? Pois ainda tem muito mais nas crônicas e na mistura do João Batista sobre a memória carioca, a partir, insiste dos múltiplos e audaciosos DNAS do bairro do Estácio de Sá e do Morro de São Carlos. Afinal, são eles os vizinhos da maior referência dos folguedos cariocas de hoje, à Passarela do Samba Darcy Ribeiro. Ao velho Estado de outrora se compara a antiga Praça XI, dos anos 10 e 20 do século passado e às mudanças urbanísticas.
Ricardo Cravo Albin
Presidente do
Instituto Cultural Cravo Albin