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    Eu e Outras Poesias: Augusto dos Anjos [nova ortografia] [índice ativo]

    Por Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos
    Existem 6 citações disponíveis para Eu e Outras Poesias: Augusto dos Anjos [nova ortografia] [índice ativo]

    Sobre

    Publicado pela primeira vez em 1920, ?Eu e outras poesias?, de Augusto do Anjos (1884-1914), é uma das obras mais reeditadas da poesia brasileira.

    Agora em nova edição revisada de acordo com a nova ortografia e organizada com índice ativo.
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    Citações de Eu e Outras Poesias: Augusto dos Anjos [nova ortografia] [índice ativo]

    Continua o martírio das criaturas: — O homicídio nas vielas mais escuras, — O ferido que a hostil gleba atra escarva, — O último solilóquio dos suicidas — E eu sinto a dor de todas essas vidas Em minha vida anônima de larva!”

    VENCEDOR   Toma as espadas rútilas, guerreiro, E à rutilância das espadas, toma A adaga de aço, o gládio de aço, e doma Meu coração — estranho carniceiro!   Não podes?! Chama então presto o primeiro E o mais possante gladiador de Roma. E qual mais pronto, e qual mais presto assoma, Nenhum pôde domar o prisioneiro.   Meu coração triunfava nas arenas. Veio depois um domador de hienas E outro mais, e, por fim, veio um atleta,   Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem.. E não pôde domá-lo, enfim, ninguém, Que ninguém doma um coração de poeta!

    Expulsar, aos bocados, a existência Numa bacia autômata de barro, Alucinado, vendo em cada escarro O retrato da própria consciência!

    A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto!

    E apenas encontrou na idéia gasta, O horror dessa mecânica nefasta, A que todas as coisas se reduzem!

    A IDÉIA   De onde ela vem?! De que matéria bruta Vem essa luz que sobre as nebulosas Cai de incógnitas criptas misteriosas Como as estalactites duma gruta?!   Vem da psicogenética e alta luta Do feixe de moléculas nervosas, Que, em desintegrações maravilhosas, Delibera, e depois, quer e executa!   Vem do encéfalo absconso que a constringe, Chega em seguida às cordas do laringe, Tísica, tênue, mínima, raquítica…   Quebra a força centrípeta que a amarra, Mas, de repente, e quase morta, esbarra No molambo* da língua paralítica!

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