Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano Universidade Federal de Pernambuco
A ocupação e a conquista da Paraíba foram montadas como um negócio de família, que garantiu as bases para a organização político-administrativa no período colonial. Esta constatação reforça a relevância de se pesquisar o papel das redes familiares no século XVIII. A partir de uma iniciativa da política racionalista pombalina, a capitania da Paraíba foi oficialmente anexada à de Pernambuco em 1755, mantendo esse vínculo até 1799. Neste período, a Paraíba foi governada por homens que vinham da metrópole, através do Recife. Dentre estes governantes merece destaque a administração de Jerônimo José de Melo e Castro, que governou durante trinta e três anos. Sua administração foi marcada pela disputa entre grupos familiares pelo poder local. Neste trabalho pretendo mostrar como as relações de parentesco foram fundamentais na defesa dos interesses privados e serviram como base para a organização política na capitania no período pós-anexação.
Família e relações de poder na capitania da Paraíba: o governo de Jerônimo de Melo e Castro […]
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