We love eBooks

    Festa no covil

    Por Juan Pablo Villalobos
    Existem 13 citações disponíveis para Festa no covil

    Sobre

    O romance de estreia de Juan Pablo Villalobos é surpreendente em muitos sentidos. Breve e incisivo ao revelar a face mais violenta da realidade (não apenas) mexicana sob uma ótica insólita, entra no cânone da narcoliteratura sem ceder aos tiques próprios do subgênero.

    Em Festa no covil, a vida íntima de um poderoso chefe do narcotráfico - Yolcault, ou ?El Rey? - é narrada pelo filho. Garoto de idade indefinida, curioso e inteligente, o pequeno herói, que vive trancado num ?palácio? sem saber a verdade sobre o pai, reconta sem filtros morais o que presencia ou conhece pela boca dos empregados ou pela tevê. Seu passatempo é investigar secretamente os mistérios que entrevê, colecionar chapéus e palavras difíceis e pesquisar sobre samurais, reis da França e animais em extinção, sempre com o auxílio de seu preceptor - um escritor fracassado egresso da esquerda.

    Esse pequeno príncipe, tão mimado quanto privado de infância, tem um desejo obsessivo: completar seu minizoológico particular com o raríssimo hipopótamo anão da Libéria. Reveses nos negócios paternos e a conveniência de o grupo abandonar o México por um tempo acabam tornando realidade o safári para capturar o tal hipopótamo em risco de extinção.

    A viagem à África com seus percalços e o regresso ao ?palácio? constituem a grande iniciação do narrador-protagonista, a quem só na última linha é dado chamar o pai de ?pai?.

    Festa no covil é surpreendente também no seu percurso editorial: seus originais chegaram à editora espanhola Anagrama sem as indicações de praxe nem a chancela de concursos literários, caindo nas graças de Jorge Herralde, o mais respeitado editor do mundo hispânico. Publicado em junho de 2010, logo começou a receber os mais veementes elogios dos principais suplementos e revistas culturais de ambos os lados do Atlântico.

    Baixar eBook Link atualizado em 2017
    Talvez você seja redirecionado para outro site

    Citações de Festa no covil

    Os fracos são reconhecidos pelo movimento. Os fortes, pela imobilidade.

    Quem diz isso é o Yolcaut, que os cultos sabem muitas coisas dos livros, mas não sabem nada da vida.

    Os realistas são pessoas que acham que a realidade não é assim, como você pensa que é.

    Uma pessoa não é só um acúmulo das manias das quais tem consciência; as pessoas são dominadas pelas manias que não sabem que têm.

    o engraçado é primo do feio,

    E nos livros não aparecem as coisas do presente, só as do passado e as do futuro. Esse é um grande defeito dos livros. Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê.

    Os cultos sabem muito sobre livros, mas não sabem nada da vida. Nos livros ninguém explica como escolher os nomes dos hipopótamos anões da Libéria. A maioria dos livros fala de coisas que não interessam a ninguém e que não servem para nada.

    pessoa não é só um acúmulo das manias das quais tem consciência; as pessoas são dominadas pelas manias que não sabem que têm.

    E nos livros não aparecem as coisas do presente, só as do passado e as do futuro. Esse é um grande defeito dos livros. Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê. Deve ser mais difícil de escrever que os livros futuristas que adivinham o futuro. Por isso não existe. E aí a gente tem que investigar na realidade.

    que os cultos sabem muitas coisas dos livros, mas não sabem nada da vida.

    E nos livros não aparecem as coisas do presente, só as do passado e as do futuro. Esse é um grande defeito dos livros. Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê. Deve

    Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê. Deve ser mais difícil de escrever que os livros futuristas que adivinham o futuro. Por isso não existe. E aí a gente tem que investigar na realidade.

    Porque a literatura, no fim das contas, preza pelo conhecimento. Tem orgulho de sua profundidade. Mas o conhecimento é infinito, portanto toda e qualquer profundidade é só mais uma forma de ser superficial.

    eBooks por Juan Pablo Villalobos

    Página do autor

    Relacionados com esse eBook

    Navegar por coleções