Filosofia e o cuidado da vida
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À medida que as coisas nos interessam mais do que a ciência, achegamo-nos a elas, amoldamo-nos ao seu ritmo, escutamos mais sua melodia do que a tocada ao piano. Por essa sintonia juntos aprendemos a nos humanizar no cuidado da vida, pois somos feitos do mesmo humus da terra. Que tal o humano humanar-se por sintonizar-se à terra, a exemplo da flor que floresce por enraizar-se na terra, a exemplo da luz que brilha por deslizar sobre as coisas
Você pode perguntar durante mil anos à vida: “Por que vive?” E ela responderá sempre: “Vivo porque vivo, vivo por viver!” A razão é que a vida vive a partir de seu próprio fundo e jorra de seu próprio ser. É por isso que ela vive sem perguntar o porquê, pois que ela vive em si mesma. Mestre Eckhart, 1260-1327.
Cada árvore, todas as árvores enraizadas na terra, sobre uma vasta extensão de terreno, todas no treino de crescer, diferentes umas das outras, cujas copas no alto se tocam e se confraternizam. Esse espetáculo tem vez no solo da terra porque as árvores, sem outro interesse, estão no cuidado de serem pura elevação da vida. As verdes árvores, cada árvore, todas as árvores da floresta não estão ensimesmadas. Estão todas rumo abaixo da terra para enraizar-se e rumo ao alto do céu para elevar-se. Ao olhá-las nesse seu expandir-se para todos os lados, para baixo e para cima, dizemos que estão na necessidade, na sua verdadeira liberdade, no cuidado da vida, cada qual no singular de sua necessária individuação.
Os modernos meios de comunicação oferecem poder aos indivíduos de distanciar-se do que está próximo e se aproximar daqueles que lhes são distantes. E isso eles o fazem de maneira bastante agradável por meio de belas imagens digitais via on line. A imagem digital é estética, não é ética porque não conduz ao real mundo da experiência. Para manter-se nesse mundo virtual de mágicas imagens digitais via on line, o indivíduo necessita de um só recurso: o financeiro, o poderoso furacão dinheiro.
os indivíduos não mais se relacionam entre si; cada qual tenta evitar aquele que está mais próximo dele, o seu vizinho de corredor, o seu colega de trabalho. Em contrapartida, busca estabelecer contato com desconhecidos e, embora deseje conhecê-los, procura manter-se a distância.
melhor dizendo, como robôs que se comunicam sem se tocarem, sem precisar de serem pessoas, alguém que sente, que ama, que sofre, que está na aflição da espera. Colocados no mundo virtual da transcendência industrial, se afastando e quase se separando das coisas e do direto contato entre si, os humanos vivem no descuido da vida, sem a alegria do mútuo amor, sem a doçura da compaixão.
Cada árvore, todas as árvores enraizadas na terra, sobre uma vasta extensão de terreno, todas no treino de crescer, diferentes umas das outras, cujas copas no alto se tocam e se confraternizam. Esse espetáculo tem vez no solo da terra porque as árvores, sem outro interesse, estão no cuidado de serem pura elevação da vida.
As verdes árvores, cada árvore, todas as árvores da floresta não estão ensimesmadas. Estão todas rumo abaixo da terra para enraizar-se e rumo ao alto do céu para elevar-se. Ao olhá-las nesse seu expandir-se para todos os lados, para baixo e para cima, dizemos que estão na necessidade, na sua verdadeira liberdade, no cuidado da vida, cada qual no singular de sua necessária individuação.
A simples observação das árvores, vendo-as crescer, verdejar, florir e frutificar, melhor que qualquer outro saber, ensinam como nos dispor no cuidado da vida: Nós somos plantas – queiramos ou não / de boa vontade o admitir –; devemos da terra nos erguer pelas raízes, para poder florir nos céus e trazer frutos (J.P. Hebel, 1760-1826).
Na atenta observância das árvores, belas tanto no seu doce balançar quanto no seu dorido envergar ao vento, podemos aprender o jeito certo, o apropriado estilo, a ocupação conveniente, o fazer proveitoso para estarmos como elas, todos inteiros, no só cuidado da vida.