Por que uma rede social? Seria uma necessidade humana num mundo de laços arrebentados pela falta de tempo e pelo esfriamento das relações tão prejudicadas por uma espécie de individualismo cosciente ou não? Sei não, só sinto que as redes sociais têm sim provocado questionamentos, mas muito mais, o advento de novas possibilidades de interação, o que, a meu ver, tem sido uma espécie inovadora de reatamentos cujos frutos tenho percebido e colhido a olhos nus. Possibilidades diárias de confraternizações e de fraternizações. Críticas existem porque tudo o que é deste mundo está a caminho da perfeição e não se define ainda como porto. Tudo numa espécie de relativismo, pois apesar dessas redes oferecerem contatos mecanizados, o importante é que estimulam o contato de almas cuja ligação não se prende nas limitações geográficas. Alma sente e a palavra é a veste que carrega os sentimentos trazendo alegria e alento a tantos. Os poemas que aí dentro vocês verão fazem parte de um tempo como usuária de uma rede social onde vi sorrisos e lágrimas outras, e as vivi também, o que me permitiu escrever diariamente num propósito de ligar a minha alma a almas outras.
Flashes: Poemas em Rede
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