Freud
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A obra de Freud não foi menos do que um ataque a toda religião organizada, à qual desprezava.
A grande contribuição de Freud foi a transferência da culpa da área da moral, e portanto religiosa, para a alçada da ciência.
Freud, porém, estava enfrentando ousadamente a questão religiosa basilar como um cientista, e, como tal, em vez de tratar da culpa em termos de Deus, Criação e Queda do homem, ele recorreu à antropologia.
A obra de Freud foi um ataque ao alicerce do evangelho cristão, o qual preceitua que a culpa é um fato moral resultante do pecado do homem.
Depois de invadir e se apropriar do papel do cristianismo, o psiquiatra propaga a sua própria boa-nova tratando as transgressões do homem como enfermidade, não como pecado.[171] O analista e o psiquiatra entram nessa situação de enfermidade como “salvadores”.[172] Em lugar das ásperas estreitezas da lei moral, temos a “ênfase no amor”.[173] Guntrip trata com saúde mental e religião sem levar em consideração a questão do pecado.[174] Além disso, a ênfase no amor é um tanto escassa, pois o amor é reduzido por Freud à sexualidade.[175] Os cânones da vida familiar e da criação de filhos não são mais o Deus trinitário e sua Palavra, mas os princípios da saúde mental.[176] Os ministros foram advertidos para serem humildes e amorosos e para tratarem os homossexuais à maneira de Freud, sem condenação ou juízo de valor moral. A homossexualidade é simplesmente um desvio do impulso do amor.[177] A ex-paciente de certo psicanalista, uma garota de programa, refere-se à análise como um meio de renascer, e conclui: “Pois o amor lhe dá vida (…) Ele é a divindade do nosso mundo, o único segredo e a única segurança”.[178] Outra ex-paciente escreveu: “Sinto vontade de parafrasear uma antiga citação, assim: ‘Se, pois, o psicanalista vos libertar, verdadeiramente sereis livres’. Na minha mente o papel dele é o de um novo sacerdote, que vestido do manto da ciência adentra a vida moderna, ensinando as doutrinas, agora estranhas, do próprio Jesus”.
o propósito da obra da sua vida era transferir a doutrina da predestinação agostiniana de Deus para a ascensão evolutiva do homem.
Sentimos a necessidade de psicanalisar os outros, mesmo sem querermos nos submeter ao processo.
Os estudos preliminares de Freud nessa área foram levados às suas implicações mais abrangentes por Theodor Reik, Masochism in Modern Man [Masoquismo no homem moderno], e por Edmund Bergler numa série de trabalhos, The Basic Neurosis, Homosexuality: Disease or Way of Life? [Homossexualismo, a neurose fundamental: doença ou modo de vida?], e outros. Freud procurou extinguir a culpa por meio da ciência, mas apenas a amarrou mais fortemente ao homem. Ela permanece como o Carma. O conceito religioso de culpa ao qual ele declarou guerra tinha expiação mediante Cristo. O seu conceito só fez condenar o homem à autopunição infindável e fez, por implicação, a vontade humana viver como escrava da vontade da morte. “O sentimento de culpa” levava ao sadismo e ao masoquismo.[151] O próprio Freud não percebeu as implicações do masoquismo com tanta clareza quanto Reik e Bergler, mas foi longe o bastante para ver a condição desesperada do homem. E tendo negado o pecado, negou também a salvação, pois, reduzindo a culpa à biologia, ele não tinha como capacitar o homem a transcender a sua biologia e, portanto, transcender ou escapar do seu sentimento de culpa biológico. Seus mitos biológico e antropológico passaram a ser as novas dimensões do inferno do homem.