Como todos os dias, debrucei-me sob a minha janela e inspiro. Inspiro com tanta força com medo que o ar se acabe naquele mesmo instante.
O sol andava desaparecido, o dia está abafado.
As palavras começam a vaguear pela mente.
Sei que se escrever parte de mim, ela se misturará com a realidade.
E sei também que a minha alma jamais coexistirá com a realidade.
Portanto, escrevo.
Escrevo porque parte de mim está doente, enlouquecido.
Escrevo porque a minha outra parte luta para permanecer na lucidez.
Mas, o que será a lucidez ou a loucura?
Lucidez?
Renuncio esse cargo.
Deixo-o para vós.
O sol andava desaparecido, o dia está abafado.
As palavras começam a vaguear pela mente.
Sei que se escrever parte de mim, ela se misturará com a realidade.
E sei também que a minha alma jamais coexistirá com a realidade.
Portanto, escrevo.
Escrevo porque parte de mim está doente, enlouquecido.
Escrevo porque a minha outra parte luta para permanecer na lucidez.
Mas, o que será a lucidez ou a loucura?
Lucidez?
Renuncio esse cargo.
Deixo-o para vós.