A partir de uma abordagem cultural da história, a obra buscou compreender as experiências dos trabalhadores da cerâmica vermelha de Morro da Fumaça no período compreendido entre 1970 e 1990. Inicialmente, o autor procurou acompanhar a trajetória das famílias que vieram a se constituir na força de trabalho das cerâmicas. Ao fazer isso, apontou para o crescimento do número de olarias, a utilização da mão-de-obra barata, o processo de migração ocorridos nas décadas, 70 e 80 para Morro da Fumaça, bem como a sua procedência e antigas formas de trabalho. O autor buscou compreender as transformações ocorridas nos modos de viver dos trabalhadores das cerâmicas, os mecanismos e as estratégias utilizadas pelos proprietários das olarias para submeter esses trabalhadores ao seu domínio. A obra procurou dar visibilidade às formas de resistências e estratégias de sobrevivências utilizadas pelos trabalhadores das cerâmicas, sejam elas organizadas nos moldes institucionalizados ou expressas sob diversas formas, dentro e fora do espaço fabril.
Homens do barro : trabalho e sobrevivência na cerâmica vermelha
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