Alexandre Mansur Barata Universidade Federal de Juiz de Fora Apesar dos avanços notáveis ocorridos nos últimos anos, a história da maçonaria continua praticamente desconhecida, tanto no Brasil quanto fora dele. A partir das trajectórias de vida do portuense Francisco Álvaro da Silva Freire e do baiano José Borges de Barros, busca-se compreender, por um lado, a inserção da sociabilidade maçônica na América Portuguesa na virada do século XVIII para o século XIX e as conexões existentes entre os maçons dos dois lados do Atlântico. Desta forma, tanto o episódio da prisão de Francisco Álvaro da Silva Freire no Rio de Janeiro em 1799, quanto a tentativa de José Borges de Barros, com auxílio de dois irlandeses, de introduzir dinheiro falsificado em Lisboa em 1803 revelam uma complexa rede de amizades, forjada com base no pertencimento à maçonaria, que aproximava pessoas de diferentes e distantes regiões do Império Português. Busca-se também analisar as complexas relações entre os maçons e as autoridades portuguesas, tanto seculares quanto eclesiásticas.
Ilustrações e sociabilidades maçónicas no império português na virada do Séc. XVIII para o Séc. XIX
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