Neste seu primeiro romance, publicado originalmente em 1993, Tarcisio Lage embarca na loucura de uma pessoa perseguida por fotografias falantes, atormentada dia e noite pelas dúvidas e críticas de tantos retratos que cheiram passado.
O Brasil interiorano racista do século
passado, os anos de repressão política até o futuro onde os grandes debates vão em torno da falência da civilização do trabalho.
De quebra, uma defesa do direito inalienável do ser humano em escolher o momento de sua morte.
Quando este livro foi publicado pela primeira vez em 1993, pela Editora Estação Liberdade, o título original foi modificado para Os Muros de Jesusalém. Amigos, editores e críticos que leram o original acharam que o título Jerusalém Precisa Ser Destruída poderia provocar malentendidos que dificultariam a divulgação da obra. Sujeitei-me à mudança. Foi um Grande erro, primeiro porque me dobrei à censura. Depois, um livro entitulado Os Muros de Jerusalém, tendo na capa uma criança fazendo a primeira comunhão, cheira a livro religioso do tipo que se lê em cursos de noivos em paróquias do interior. Tenho a impressão que muita gente, ao ver a capa original, não se deu sequer ao trabalho de folhear a fim de constatar, só pelos títulos dos capítulos, que de religioso o livro não tinha nada. A Jerusalém que um dos personagens propõe destruir não é a Jerusalém real, disputada por palestinos e israelenses, mas a Jerusalém incrustada na cabeça de cristãos, judeus e mulçumanos.
Esta nova versão, inteiramente atualizada e revisada, traz não apenas o título original, mas também modificações importantes para inseri-la melhor no turbilhão do novo século. Conservamos a capa do menino fazendo a primeira comunhão, pois, com o título original, estabelece-se o contra-ponto que o texto transmite.
O Brasil interiorano racista do século
passado, os anos de repressão política até o futuro onde os grandes debates vão em torno da falência da civilização do trabalho.
De quebra, uma defesa do direito inalienável do ser humano em escolher o momento de sua morte.
Quando este livro foi publicado pela primeira vez em 1993, pela Editora Estação Liberdade, o título original foi modificado para Os Muros de Jesusalém. Amigos, editores e críticos que leram o original acharam que o título Jerusalém Precisa Ser Destruída poderia provocar malentendidos que dificultariam a divulgação da obra. Sujeitei-me à mudança. Foi um Grande erro, primeiro porque me dobrei à censura. Depois, um livro entitulado Os Muros de Jerusalém, tendo na capa uma criança fazendo a primeira comunhão, cheira a livro religioso do tipo que se lê em cursos de noivos em paróquias do interior. Tenho a impressão que muita gente, ao ver a capa original, não se deu sequer ao trabalho de folhear a fim de constatar, só pelos títulos dos capítulos, que de religioso o livro não tinha nada. A Jerusalém que um dos personagens propõe destruir não é a Jerusalém real, disputada por palestinos e israelenses, mas a Jerusalém incrustada na cabeça de cristãos, judeus e mulçumanos.
Esta nova versão, inteiramente atualizada e revisada, traz não apenas o título original, mas também modificações importantes para inseri-la melhor no turbilhão do novo século. Conservamos a capa do menino fazendo a primeira comunhão, pois, com o título original, estabelece-se o contra-ponto que o texto transmite.