2- A beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda.
3- O pródigo pode ser lastimado, mas o avarento é quase sempre aborrecido.
4- O interesse explica os fenômenos mais difíceis e complicados da vida social.
5- Os maldizentes, como os mentirosos, acabam por não merecerem crédito ainda mesmo dizendo verdades.
6- Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos
7- Ninguém considera a sua ventura superior ao seu mérito, mas todos se queixam das injustiças dos homens e da fortuna.
8- Os elogios de maior crédito são os que os nossos próprios inimigos nos tributam.
9- A modéstia doura os talentos, a vaidade os deslustra.
10- Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
11- Os insignificantes são como os mascarados, audazes por desconhecidos.
12- É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito.
13- Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.
14- O nosso amor-próprio é tão exagerado nas suas pretensões, que não admira se quase sempre se acha frustrado nas suas esperanças.(...)"