Rodrigo Bentes Monteiro Universidade Federal Fluminense O trabalho analisa a colecção de estampas organizada pelo abade de Sever Diogo Barbosa Machado (1682-1772), em especial os álbuns referentes aos reis e príncipes de Portugal, e aos varões portugueses insignes. Entre soberanos, heróis, santos, nobres e letrados de diversos tempos e acções, 1.897 estampas compõem uma memória do Portugal do Antigo Regime e do seu império, relativa aos propósitos da Academia Real de História. Mas também expressando a autoria de Barbosa Machado, sua expectativa de ascensão social e a paixão coleccionista, que o faziam recortar, colar, e anexar escritos a cada retrato de modo peculiar. Desse modo era escrita uma história da monarquia portuguesa, do ethos nobiliárquico e de seu império. Como se sabe, a livraria passou a fazer parte da Real Biblioteca no reinado de D. José I, e viajou em caixotes para o Brasil em 1810, logo após a corte. Passou assim a fazer parte do acervo da Biblioteca Imperial, depois Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.
Memória que atravessa o Atlântico: reis, príncipes e varões insignes na colecção Barbosa Machado
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