Depois de apresentar alguns distúrbios mentais, Libório Oliveira Filho foi internado no manicômio. A princípio, apenas o medo; medo do imaginário, do irreal, como sentir o movimento da Terra, ver-se nas profundezas do oceano ou perdido na imensidão do espaço. O medo cresceu, transformou-se em fobias. Foi preciso licenciar-se da Repartição onde trabalhava e seguir para uma temporada de repouso num lugarejo tranquilo do interior. Agravou-se, porém, o estado de saúde, e teve de ser internado para tratamento.
Trancafiado numa cela, procura, nos raros momentos de lucidez, relembrar fatos de sua vida pregressa, o que faz, lançando essas supostas lembranças no papel. Na verdade, tais lembranças, apesar de partirem de uma vaga realidade, são distorcidas pela demência, transformando-se em delírios. As narrações dos fatos que julga vividos por ele são, pois, meras alucinações; existem ou existiram apenas na sua mente doentia.
Não há e nem pode haver coerência nas narrativas de um louco. Por essa razão, surge o mistério que surpreende no final. Independentes entre si, esses episódios têm como denominador comum apenas o narrador, o próprio Libório Oliveira. E o resultado são as oito histórias que se seguem.
Trancafiado numa cela, procura, nos raros momentos de lucidez, relembrar fatos de sua vida pregressa, o que faz, lançando essas supostas lembranças no papel. Na verdade, tais lembranças, apesar de partirem de uma vaga realidade, são distorcidas pela demência, transformando-se em delírios. As narrações dos fatos que julga vividos por ele são, pois, meras alucinações; existem ou existiram apenas na sua mente doentia.
Não há e nem pode haver coerência nas narrativas de um louco. Por essa razão, surge o mistério que surpreende no final. Independentes entre si, esses episódios têm como denominador comum apenas o narrador, o próprio Libório Oliveira. E o resultado são as oito histórias que se seguem.