?Muitos querem desenterrar a verdade, outros querem enterrá-la para sempre, mas desta vez não é apenas um assunto humano...?
A descoberta de um sitio arqueológico inexplicavelmente preservado e cercado de mistérios, o maior deles sua própria improvável existência, interrompe as obras do túnel sob o rio Pinheiros e deixa em xeque os engenheiros Abigail e Flávio Rebouças e a secretária-executiva Caroline Ayres. A construção enterrada põe em movimento eventos que colocarão em risco não apenas seus empregos mas também suas próprias vidas e, talvez ainda mais terrivelmente, a própria noção que têm de si mesmos.
A história está literalmente brotando do chão e as pessoas querem contá-la a seu modo, decantando e depurando a tragédia e os horrores que a antiga São Paulo fez questão de enterrar durante sua formação como cidade cosmopolita. Porém, no registro da história, haverá algo que possa ser chamado de ?a verdade?? E quem está preparado para admitir que os fatos podem ser muito mais complicados do que as versões que contamos deles?
Verdade, identidade, memória são questionadas nos planos histórico e pessoal à medida que os personagens se envolvem com as desconcertantes descobertas sob o solo e uns com os outros. Subitamente e sem possibilidade de retorno, se veem compelidos a cavar e expor a crua verdade também sobre si mesmos.
Orfandade, marginalidade, preconceito de classe e racial, sexualidade, fama corrosiva, relações pessoais esgarçadas, histórias que se contou por tanto tempo que se tornaram verdades e o inextricável dom de voar...
Em ?Ninho?, algo inumano está a espreita, nos escaninhos do tempo, nas relações humanas, nas histórias pessoais e coletivas, à espera de alguém que inadvertidamente o encontre.
A descoberta de um sitio arqueológico inexplicavelmente preservado e cercado de mistérios, o maior deles sua própria improvável existência, interrompe as obras do túnel sob o rio Pinheiros e deixa em xeque os engenheiros Abigail e Flávio Rebouças e a secretária-executiva Caroline Ayres. A construção enterrada põe em movimento eventos que colocarão em risco não apenas seus empregos mas também suas próprias vidas e, talvez ainda mais terrivelmente, a própria noção que têm de si mesmos.
A história está literalmente brotando do chão e as pessoas querem contá-la a seu modo, decantando e depurando a tragédia e os horrores que a antiga São Paulo fez questão de enterrar durante sua formação como cidade cosmopolita. Porém, no registro da história, haverá algo que possa ser chamado de ?a verdade?? E quem está preparado para admitir que os fatos podem ser muito mais complicados do que as versões que contamos deles?
Verdade, identidade, memória são questionadas nos planos histórico e pessoal à medida que os personagens se envolvem com as desconcertantes descobertas sob o solo e uns com os outros. Subitamente e sem possibilidade de retorno, se veem compelidos a cavar e expor a crua verdade também sobre si mesmos.
Orfandade, marginalidade, preconceito de classe e racial, sexualidade, fama corrosiva, relações pessoais esgarçadas, histórias que se contou por tanto tempo que se tornaram verdades e o inextricável dom de voar...
Em ?Ninho?, algo inumano está a espreita, nos escaninhos do tempo, nas relações humanas, nas histórias pessoais e coletivas, à espera de alguém que inadvertidamente o encontre.