Uma mulher é assassinada num prostíbulo do Mangue. Na tentativa de desvendar o mistério, Nena, uma prostituta argentina, sai pela madrugada à procura do autor do crime, percorrendo o ambiente fascinante do Rio de Janeiro na década de 1920. “Naquele momento ouvi o grito furar as paredes frágeis do sobrado, atravessar as portas fechadas e espalhar-se pelos corredores. A princípio era um grito fino. Então a dor sufocou a pureza do tom. Não é que não fosse incomum que prostitutas fossem assassinadas. Mas não assim, numa segunda-feira. Não Irena, que era tão jovem que não tinha dinheiro nenhum, nem bem nenhum que lhe pudessem roubar. Quem teria entrado ali para fazer tal coisa, e por quê?”
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