"Eu vou te contar, caro leitor, o motivo de ter escrito este livro.
A verdade é que eu amei. E porque amar é muito difícil, eu precisava de uma nova dimensão, além da realidade, para depositar tanto sentimento, afinal, no mundo real em que vivemos, já estamos demasiadamente lotados de outras informações. O amor merece um lugar próprio, uma realidade à parte para que possa crescer e florescer.
Mas amar não é tão simples assim, caro leitor. E isso não deve ser novidade para você.
A verdade é que o amor, apesar de raro, acontece no mínimo uma vez na vida.
Quando eu amei, eu não era muito corajoso e o mundo não era tão moderno assim. Eu não compreendia a densidade das relações humanas. Eu era jovem e os jovens, como você deve saber, sobretudo os jovens sensíveis como eu, sentem tudo com mais força.
É também verdade que se eu não soubesse escrever, talvez pirasse. A escrita, caro leitor, tal como a leitura, pode ser a única brecha que um ser sensível encontre para aliviar o sufocamento do peso que a realidade imprime sobre a nossa existência.
Foi muito bom, caro leitor (amar). Mesmo que juvenil, doloroso e prematuro, o amor nos fortalece.
Se este livro te atrai, é porque você também acha ou tem certeza que já amou um dia. E já foi jovem e já sentiu essa força arrebatadora toda de uma vez e já sofreu e já se elevou e entende o que digo.
Mas o amor, caro leitor, como não é exclusividade minha nem sua, é um sentimento universal reinterpretado através dos séculos e das infinitas possibilidades que a História da humanidade já foi e será capaz de criar, a partir das teias que tecemos entre nós, através dos caminhos que se cruzam ao acaso ou, quem sabe, por uma razão oculta.
O amor é um segundo pausado de uma fotografia que ainda mantenho guardada na segunda gaveta de baixo pra cima da minha cômoda. É um segundo que não vai voltar e que é, portanto, único. O amor é o almoço que dividimos numa tarde de Abril de 1997, quando sequer imaginávamos (porque éramos jovens) que a vida poderia ser ao mesmo tempo infinita e acabar a qualquer instante.
Este livro é meu, é dela e é nosso. Porque eu tenho absoluta certeza que, apesar de ter escrito esses textos que lerá adiante, pensando numa situação/suposição específica, você pode se encontrar neles e você pode encontrar o seu amor num predicado, num pretérito imperfeito, nas entrelinhas ou num Vocativo.
Boa leitura."
A verdade é que eu amei. E porque amar é muito difícil, eu precisava de uma nova dimensão, além da realidade, para depositar tanto sentimento, afinal, no mundo real em que vivemos, já estamos demasiadamente lotados de outras informações. O amor merece um lugar próprio, uma realidade à parte para que possa crescer e florescer.
Mas amar não é tão simples assim, caro leitor. E isso não deve ser novidade para você.
A verdade é que o amor, apesar de raro, acontece no mínimo uma vez na vida.
Quando eu amei, eu não era muito corajoso e o mundo não era tão moderno assim. Eu não compreendia a densidade das relações humanas. Eu era jovem e os jovens, como você deve saber, sobretudo os jovens sensíveis como eu, sentem tudo com mais força.
É também verdade que se eu não soubesse escrever, talvez pirasse. A escrita, caro leitor, tal como a leitura, pode ser a única brecha que um ser sensível encontre para aliviar o sufocamento do peso que a realidade imprime sobre a nossa existência.
Foi muito bom, caro leitor (amar). Mesmo que juvenil, doloroso e prematuro, o amor nos fortalece.
Se este livro te atrai, é porque você também acha ou tem certeza que já amou um dia. E já foi jovem e já sentiu essa força arrebatadora toda de uma vez e já sofreu e já se elevou e entende o que digo.
Mas o amor, caro leitor, como não é exclusividade minha nem sua, é um sentimento universal reinterpretado através dos séculos e das infinitas possibilidades que a História da humanidade já foi e será capaz de criar, a partir das teias que tecemos entre nós, através dos caminhos que se cruzam ao acaso ou, quem sabe, por uma razão oculta.
O amor é um segundo pausado de uma fotografia que ainda mantenho guardada na segunda gaveta de baixo pra cima da minha cômoda. É um segundo que não vai voltar e que é, portanto, único. O amor é o almoço que dividimos numa tarde de Abril de 1997, quando sequer imaginávamos (porque éramos jovens) que a vida poderia ser ao mesmo tempo infinita e acabar a qualquer instante.
Este livro é meu, é dela e é nosso. Porque eu tenho absoluta certeza que, apesar de ter escrito esses textos que lerá adiante, pensando numa situação/suposição específica, você pode se encontrar neles e você pode encontrar o seu amor num predicado, num pretérito imperfeito, nas entrelinhas ou num Vocativo.
Boa leitura."