São Paulo, ou Sampa City, pode ser uma verdadeira selva, principalmente para uma adolescente que deseja ser escritora, e que sente o mundo à sua volta intensamente. Parte desses textos tem uma origem na realidade, em coisas que vi e vivenciei, outras, são pura imaginação.
É com grande dose de coragem que exponho esses escritos, para que a/o leitor/a me conheça, e saiba que ainda há poesia mesmo na prosa das metrópoles.
Essa pequena coletânea reúne textos, crônicas, anotações, que fiz durante minha adolescência, entre 2007 e 2011.
São minhas impressões do mundo e espero que tragam novas reflexões à/ao leitor/a.
Segue abaixo um aperitivo do livro:
?Não havia crescimento profissional em sua vida. Sua carreira era um constante sobe-desce. Ela fazia seu serviço corretamente, e todos a agradeciam por isso, sempre cordiais. Ela sabia os nomes dos chefes e os tratava com especial atenção, e eles sorriam e agradeciam, nada mais que cordiais. Sua função era essencial a todos na empresa, mas poucos sabiam seu nome, e muitos na verdade achavam que qualquer um, ou mesmo todos, poderiam exercer sua função.
Ninguém conseguia manter uma conversa decente com ela. Todos comentavam o tempo, o que era útil, já que ela não tinha janelas. Porém sempre iam embora na melhor parte, pois tinham tarefas muito importantes e não podiam ficar por aí passeando com ela.
Ela não era rígida com ninguém, quando tinha que chamar a atenção, sorria, afinal, vocês sabem, as câmeras gravam tudo, e se vocês fizerem algo errado, os chefes da segurança brigam comigo. Ninguém se preocupava muito, e daí se ela recebesse uma bronca? Todo mundo sempre recebe uma antes do e-mail de demissão.
Não tirava férias, nunca chegava atrasada e sempre ficava um pouco além de seu horário, cobria as colegas quando lhe pediam com seus sorrisos cordiais. Sua roupa nunca estava desalinhada, seu cabelo não tinha um fio fora do gel, seu sorriso nunca caía um milímetro que fosse. Sua voz era suave em contraposição ao apito estridente. Tinha estômago para aturar aquela rotina. Não reclamava do ar-condicionado.
E sua profissão continuava um sobe-desce. Ao menos, pensava ela, nunca desço além do sub-solo e nunca subo além do décimo segundo andar, triste seria minha vida se trabalhasse num prédio em Cingapura.?
É com grande dose de coragem que exponho esses escritos, para que a/o leitor/a me conheça, e saiba que ainda há poesia mesmo na prosa das metrópoles.
Essa pequena coletânea reúne textos, crônicas, anotações, que fiz durante minha adolescência, entre 2007 e 2011.
São minhas impressões do mundo e espero que tragam novas reflexões à/ao leitor/a.
Segue abaixo um aperitivo do livro:
?Não havia crescimento profissional em sua vida. Sua carreira era um constante sobe-desce. Ela fazia seu serviço corretamente, e todos a agradeciam por isso, sempre cordiais. Ela sabia os nomes dos chefes e os tratava com especial atenção, e eles sorriam e agradeciam, nada mais que cordiais. Sua função era essencial a todos na empresa, mas poucos sabiam seu nome, e muitos na verdade achavam que qualquer um, ou mesmo todos, poderiam exercer sua função.
Ninguém conseguia manter uma conversa decente com ela. Todos comentavam o tempo, o que era útil, já que ela não tinha janelas. Porém sempre iam embora na melhor parte, pois tinham tarefas muito importantes e não podiam ficar por aí passeando com ela.
Ela não era rígida com ninguém, quando tinha que chamar a atenção, sorria, afinal, vocês sabem, as câmeras gravam tudo, e se vocês fizerem algo errado, os chefes da segurança brigam comigo. Ninguém se preocupava muito, e daí se ela recebesse uma bronca? Todo mundo sempre recebe uma antes do e-mail de demissão.
Não tirava férias, nunca chegava atrasada e sempre ficava um pouco além de seu horário, cobria as colegas quando lhe pediam com seus sorrisos cordiais. Sua roupa nunca estava desalinhada, seu cabelo não tinha um fio fora do gel, seu sorriso nunca caía um milímetro que fosse. Sua voz era suave em contraposição ao apito estridente. Tinha estômago para aturar aquela rotina. Não reclamava do ar-condicionado.
E sua profissão continuava um sobe-desce. Ao menos, pensava ela, nunca desço além do sub-solo e nunca subo além do décimo segundo andar, triste seria minha vida se trabalhasse num prédio em Cingapura.?