A ALMA NÃO!
Quando você lembrar de mim
tente esquecer meu lado mau,
pois afinal, não foi assim.
Eu era folha solta ao vendaval,
sozinha, descobrindo a vida,
maltratada feito um animal.
Quando você de mim lembrar,
espanta a mágoa de seu peito,
porque eu tinha pouco para dar,
e esse pouco não dava direito.
Achava-me forte, impenetrável,
e fria como uma geleira.
Solitária como o “abominável”,
Dura qual uma pedreira.
Não! Não lembre assim!
É que você queria o meu corpo,
e eu tentando desnudar-lhe a alma.
Alma alada, voando num sopro,
você querendo reter-me na palma.
Seus olhos mirando-me sem ver,
o que podia mostrar ou lhe dizer,
e havia tanta coisa, meu amigo,
além do efêmero prazer.
Por isso. Ao lembrar de mim,
não faça qualquer julgamento,
pois na verdade, eu fui sua sim,
mas minha alma? Em nenhum momento!
ÍNTIMA VIAGEM
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