(...) Há momentos que todo mundo acaba envolvido por algum acontecimento, por si, impactante e significativo pelos seus desdobramentos – o mundo repercute na gente: “no mundo e cá ao ser o porvir lateja”. O porvir não é o que vai acontecer, é o que acontece. Acontece e não é o presente, mas o “agora”.
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O poema sugere que o controle humano sobre si mesmo e aquilo que faz é ilusório – “cá ao ser: caos ao ser. Forças exteriores e as que irrompem de dentro nos estertoram: o imprevisto que pode ser mortal e a incessante renovação celular que nos mina.
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O poema sugere que o controle humano sobre si mesmo e aquilo que faz é ilusório – “cá ao ser: caos ao ser. Forças exteriores e as que irrompem de dentro nos estertoram: o imprevisto que pode ser mortal e a incessante renovação celular que nos mina.