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    O Amor nos tempos do capitalismo

    Por Eva Illouz
    Existem 5 citações disponíveis para O Amor nos tempos do capitalismo

    Sobre

    Ao longo do século XX, as esferas econômica e afetiva passaram a se mesclar de forma inseparável. Por influência da psicanálise e do feminismo, criou-se no trabalho, na família e nas relações pessoais uma cultura intensa das emoções. Enquanto as transações econômicas tornaram-se mais afetivas, os relacionamentos íntimos foram influenciados em boa parte por modelos de negociação, troca e igualdade. A isso a socióloga Eva Illouz chama capitalismo afetivo, conceito que debate ao longo desse livro, feito a partir de suas conferências. Para provar sua tese, a autora vasculha a literatura de autoajuda, revistas femininas, programas de entrevistas e sites de relacionamento, nos quais sentimentos são cada vez mais inspecionados, discutidos e negociados. Eva Illouz trabalha o tema em diferentes pontos e oferece uma nova interpretação sobre as razões pelas quais o público e o privado, o econômico e o afetivo vieram a se fundir.
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    Citações de O Amor nos tempos do capitalismo

    O afeto é uma entidade psicológica, sem dúvida, mas é também, e talvez até mais, uma entidade cultural e social: através dos afetos nós pomos em prática as definições culturais da individualidade, tal como se expressam em relações concretas e imediatas, mas sempre definidas em termos culturais e sociais.

    no filme, o eu da internet parece muito mais autêntico, sincero e compassivo do que o eu social público, este mais propenso a ser dominado pelo medo dos outros, pela postura defensiva e pela insinceridade.

    Em resumo: enquanto o perfil psicológico de maior sucesso exige que o indivíduo se destaque do bando homogêneo do “sou divertido e engraçado”, o perfil fotográfico exige, ao contrário, que ele se enquadre nos cânones estabelecidos da beleza e do preparo físico. Assim, as pessoas mais bem-sucedidas na internet são as que se distinguem por sua originalidade linguística e sua convencionalidade física.

    O afeto não é uma ação em si, mas é a energia interna que nos impele a agir, que confere um “clima” ou uma “coloração” particulares a um ato.

    O capitalismo afetivo é uma cultura em que os discursos e práticas afetivos e econômicos moldam uns aos outros, com isso produzindo o que vejo como um movimento largo e abrangente em que o afeto se torna um aspecto essencial do comportamento econômico, e no qual a vida afetiva – especialmente a da classe média – segue a lógica das relações econômicas e da troca.

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