Maria Lêda Oliveira Universidade do Algarve Foi com o Venturoso que o mito do Apóstolo S. Tomé adquiriu um cariz de estandarte político do Império português, como há muito mostrou Luiz Filipe Thomaz. No entanto, a lenda não morreu com o fim do reinado de D. Manuel, nem desapareceu com os monarcas seguintes, ou durante a União das Coroas. Continuou viva, servindo de apoio para outros projectos políticos da intelectualidade lusitana, mas perdeu, porventura, o elo fecundo com os planos intrínsecos da própria Coroa portuguesa. Se nos planos iniciais o Brasil não passou de território agregado ao Império da cristandade, durante o reinado de D. João III entrou em definitivo nos projectos de expansão ultramarina e de incorporação da terra e das gentes no processo evangelizador. Dividiu-se o território, montaram-se as capitanias, incentivou-se a colonização do novo espaço ultramarino. Estava pronto para apanhar os motes místicos e prosseguir nas pisadas da cristandade. Na presente comunicação procura-se discutir, desta forma, o papel que a lenda do Apóstolo S. Tomé desempenhou na construção do lugar do Brasil no quadro do Império português
O Apóstolo S. Tomé e o Império: o lugar do Brasil
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