Carla Mary S. Oliveira Universidade Federal da Paraíba A partir do século XVI o conquistador europeu interpretava o Novo Mundo não só pelas palavras mas também pelas imagens. Contudo, foi apenas com a invasão holandesa no Nordeste do Brasil que se passou a pintar os trópicos in loco. Na comitiva do Conde João Maurício de Nassau, que esteve em Recife de 1637 a 1644, Eckhout e Post se destacavam por sua virtuose, representando tipos étnicos, paisagens, fauna e flora locais. O Brasil construído no imaginário europeu muito deve aos amplos espaços, céus luminosos, casas-grandes, engenhos, capelas, brancos, mestiços, negros e índios por eles pintados. O objetivo dessas imagens, ao menos aquelas feitas no Brasil, era registrar a riqueza das terras sob domínio holandês na América Portuguesa. Eram, portanto, cenas criadas a partir de motivações político-econômicas e, ao contrário do que se firmou no imaginário ocidental moderno, não se constituem em documentos" do Brasil como uma terra sem males que esperava os viajantes para dar-lhes prazer, deleite e riqueza: são, na verdade, uma expressão alegórica barroca, pois mostram um mundo exótico produzido como "registro" teatralizado do real. "
O Brasil seiscentista nas pinturas de Albert Eckhout e Frans Janszoon Post […]
Sobre
Talvez você seja redirecionado para outro site