Por toda parte, a ameaça terrorista invade as vidas e os pensamentos das pessoas, ceifando vidas, destruindo lares e propriedades e provocando alterações políticas, econômicas e sociais. Contudo, apesar da importância do assunto, o fenômeno permanece malcompreendido e inadequadamente explicado. O que é terrorismo? Quem é terrorista? Quais são algumas das medidas mais comumente utilizadas para preveni-lo e/ou combatê-lo? Quais são os impactos do terrorismo nos sistemas políticos? Onde se originam os recursos para o financiamento do terrorismo? Quais as características gerais do fenômeno e os objetivos finais perseguidos? A diferenciação de objetivos finais e aspectos políticos não tem valor meramente acadêmico, mas implicações práticas para todos aqueles, de alguma forma, envolvidos com o flagelo terrorista. Com elegância e propriedade, o autor discorre sobre essas e outras questões, de forma didática e profunda, fazendo com que, desde já, a obra se torne uma referência no assunto.
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Citações de O Desafio Global do Terrorismo: Política e Segurança Internacional em tempos de instabilidade
Ainda mais preocupante é o fato de que o exemplo do 11 de Setembro inspirou uma nova geração de terroristas, ampliando a base de recrutamento desses “ativistas”,
Um dos aspectos em comuns entre organizações que recorrem ao emprego do terrorismo, independentemente de crença religiosa ou política, é o ressentimento acerca da chamada “nova ordem mundial” e de uma suposta exclusão provocada pelo processo de globalização econômica.
Terrorismo é o uso ilegal da força ou violência, física ou psicológica, contra pessoas ou propriedades com o propósito de intimidar ou coagir um governo, a população civil ou um segmento da sociedade, a fim de alcançar objetivos políticos ou sociais.
que engloba as medidas defensivas de prevenção, a fim de minimizar as vulnerabilidades dos indivíduos e das propriedades aos atentados terroristas”. Por sua vez, o “Contraterrorismo é a atividade que engloba as medidas ofensivas de caráter eminentemente repressivo, a fim de impedir, dissuadir, antecipar e responder aos atentados terroristas
Esse é o primeiro instrumento internacional antiterrorismo firmado depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. A Convenção almeja fortalecer a cooperação judicial, de inteligência e policial e garantir maior controle das fronteiras. No tratado, são codificados os delitos de terrorismo incluídos em 10 convenções existentes, entre elas a de Haia, a de Montreal e as das Nações Unidas contra o sequestro de diplomatas, atentados com bombas e financiamento do terrorismo. A convenção tem objetivo operacional, mas evita definir o que é terrorismo. Essa definição é justamente motivo de conflito em foros internacionais, pois cada país tem sua versão a respeito do assunto.
terroristas perseguem objetivos diversos, utilizam ampla variedade de métodos e técnicas e representam diferentes níveis de ameaça percebida pelos governos e pelos cidadãos. Consequentemente, um ponto chave a ser analisado quando da avaliação de um programa anti ou contraterrorista é quão bem o governo ou outro protagonista conhece o inimigo.
Em resposta ao massacre de 11 atletas olímpicos israelenses, realizado nos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, e a uma onda de ataques a diplomatas, aeronaves e outros alvos israelenses no exterior, o Governo da Primeira-Ministra Golda Meir decidiu adotar a tática de revide. Golda Meir teria concluído que “os atuais métodos para lidar com os terroristas se haviam tornados obsoletos da noite para o dia” e que “uma nova abordagem à ameaça terrorista teria de ser elaborada”[191]. O inimigo a se combatido era o grupo Setembro Negro (Black September), organizado por Yasser Arafat e pelo alto-comando da OLP.
Convenção Árabe de Luta Contra o Terrorismo. O instrumento legal deveria entrar em vigor trinta dias após sua ratificação pelos parlamentos de sete países, o que, até a presente data, não aconteceu. Os signatários se comprometem a “não ordenar, financiar ou cometer atos terroristas; a impedir crimes terroristas e a lutar contra eles” em conformidade com as legislações próprias de cada país. Entre os crimes terroristas, a Convenção relaciona sequestros, pirataria marítima e aérea e agressões contra pessoas com imunidades especiais. Estabelece, contudo, distinção entre crime terrorista e crime político, sem, no entanto, chegar a definir de forma clara esse último conceito, o que visa a tornar legítima a luta por diversos meios contra a ocupação estrangeira, a favor da libertação e da autodeterminação, em clara referência aos combates anti-israelenses.
SEDERBERG, Peter C. ‘Global Terrorism: Problems of Challenge and Response’. In Charles W. Kegley Jr. (ed.), The New Global Terrorism: Characteristics, Causes, Controls. Upper Saddle River, NJ, Prentice Hall, 2003, pp. 267-284.
segurança, de forma a superá-los. Por isso, os esforços direcionados para a manutenção da segurança nacional contra essa ameaça devem se traduzir em uma política antiterrorista e contraterrorista sistêmica e permanente lastreada em quatro eixos: Prevenir, Proteger, Combater e Responder
Chegar a uma definição do terrorismo é tarefa complexa. O termo possui carga tão pejorativa que é comumente usado como epíteto sem qualquer sentido condizente com seu real significado. A ausência de um tratamento mais preciso dessa palavra tem implicado seu uso abusivo, o qual serve para caracterizar qualquer tipo de ação violenta, de natureza criminosa ou não. Em uma conotação propagandística, é usado para caracterizar qualquer ação violenta, de caráter físico ou psicológico e de natureza “radical”, “fanática” ou “extrema”. Entretanto, a fim de não deixar o significado central do termo terrorismo se diluir em ideias
Quem é e quem não é terrorista, na visão de quem? O solitário autor suicida de um atentado a bomba, o guerrilheiro rebelde, a frente de libertação, as forças armadas do Estado, o próprio Estado? Não se trata de um fenômeno simples, de contornos maniqueístas, em que se pode identificar imediatamente um lado bom e outro mau. A linha divisória entre a política de ameaça de uso e o uso da guerra dissimulada ou aberta é bastante tê
excessivamente difusas, o que permite sua manipulação de acordo com objetivos e conveniências políticas, como frequentemente acontece, necessário se faz tentar formular uma conceituação e eventual definição do fenômeno, tendo o cuidado de restringir ao máximo sua possível área de abrang