A Lapa sempre foi um lugar de muitas histórias e personagens. Na década de 30, quando reduto oficial da malandragem, então, foi palco de muitos encontros amorosos, brigas e nascimento de mitos que até hoje ainda vagam o imaginário popular.
Madame Satã, por exemplo, conhecido por enfrentar policiais, e defender os segregados do baixo rio, coleciona tantas histórias que, às vezes, é quase impossível de acreditar.
Pois, naquele tempo, na boca do povo, desafiar a ditadura imposta pelo governo Vargas, era o mesmo que querer ser jogado aos tubarões em alto mar.
É neste contexto que o acontece o dia do confronto final.
O dia da anunciada briga entre os dois dos maiores capoeiristas do estado é narrada de forma a deixar fluir na cabeça do leitor as imagens dos personagens, as sensações vividas por todos os presentes e a divergência cultural já existente entre o Rio e Niterói.
Misturando personagens reais, com Madame Satã, e outros que podem ser identificados em muitos que conhecemos nos dias atuais, como Beto Cinzeiro, o autor descreve de forma irreverente o dia que ficou conhecido como o dia do confronto final.
O dia do confronto Final
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