Em 1824 um rabino de uma cidadezinha da Europa Oriental em seus pensamentos profundos divagava nas suas ideias. Ele já estava muito cansado de toda vez ter que consultar um gigantesco e pesadíssimo dicionário de todas as línguas, que carregava de uma mesa para outra, em seus estudos de alquimia, astrologia e interpretação talmúdica.
Por conta disso, após muitas combinações esotéricas, daqueles números quase indecifráveis para um ser normal que não tinha vivência com esse mundo, o ser ?iluminado? conseguiu chegar em uma combinação dos números da Cabala, que por sua vez, poderia elaborar uma mágica que, segundo a visão mística dele, daria vida para o tal dicionário poliglota começar a falar. Pois isso, o pouparia de se levantar e ficar por horas a fio procurando palavras e suas traduções além de deixar de perder um enorme tempo, desgastando-se física e mentalmente com esses esforços desnecessários.
Mas Victor Cohen era um homem determinado e cheio de esperança. Ele pensava que tudo isso poderia ajudar a humanidade a aperfeiçoar as relações e os conhecimentos sem fronteiras para, com isso, quebrar as intolerâncias culturais e religiosas. Estas que tanto separavam as pessoas gerando massacres e genocídios por todas as partes da Europa naquele tempo de trevas.
O trabalho se dividia em duas partes: uma especificamente mágica (através da Cabala) e outra científica, a qual era mais complicada, pois, envolvia uma adaptação entre matéria inorgânica com matéria orgânica vivificada por raios.
Com todo cuidado ele foi trabalhando no novo projeto de dia e de noite. Teve que ler manuscritos babilônicos sobre botânica, química, física e fisiologia. Também teve que procurar ajuda de um amigo dele especialista em mente humana, um tipo de neurocientista do fim da Idade Média. Com este último, ele pegou todas as informações de como funcionava o sistema nervoso para se sistematizar as informações neurais e retransmiti-las para as cordas vocais produzindo o som. Um árduo trabalho de estudos e mais estudos.
Além disso, outra parte difícil do problema, era ter que ir ao necrotério para adquirir os órgãos necessários para efetivar o projeto. Discretamente, o rabino conhecido na cidade como ?mentecapto? conseguiu falar com um aluno da universidade católica local que frequentava sua casa e namorava a filha dele. Com o futuro genro, ele arrumou toda estrutura orgânica que necessitava, pois o garoto trabalhava no necrotério da cidade vizinha.
Após conseguir o material humano de cadáveres para acoplar ao dicionário, Victor começou a batalha das combinações das letras e números cabalísticos. Permaneceu cerca de 15 dias jejuando, às vezes de dia, outras à noite. Tudo isso para que o feitiço desse exatamente como seus cálculos previam. Já que, nessa área da Gematria (matemática das letras hebraicas), tudo tinha que ser minuciosamente perfeito, para evitar o pior, pois o sagrado poderia dar lugar para maldições da infinita escuridão do mundo inverso da luz. Ele temia que alguma coisa desse errado, por isso, estava atento a todos os detalhes.
Continuando com a missão, agora quase esquizofrênica, o velhinho judeu colheu os perfumes das flores mais lindas de uma floresta que ficava em frente à casa dele. Produziu uma espécie de líquido à base de ervas alucinógenas do campo. Usando uma lente especial da Armênia, retirou os órgãos sexuais das borboletas azuis e das mariposas verdes e os misturou com asas de formigas rainhas. Tirou as penas dos filhotes de cines negros e as bateu com asas de morcego branco.
Pronto, a parte mágica do processo cabalístico da criação estava quase finalizada, só faltava Victor conseguir fazer com que as correntes eletromagnéticas passassem pelos fios que estavam conectados ao material cerebral introduzido nas centelhas do sensor de diamantes. Estes refletindo como um prisma luminótico cada página do livro sábio (Dicionário de Todas as Línguas).
Por conta disso, após muitas combinações esotéricas, daqueles números quase indecifráveis para um ser normal que não tinha vivência com esse mundo, o ser ?iluminado? conseguiu chegar em uma combinação dos números da Cabala, que por sua vez, poderia elaborar uma mágica que, segundo a visão mística dele, daria vida para o tal dicionário poliglota começar a falar. Pois isso, o pouparia de se levantar e ficar por horas a fio procurando palavras e suas traduções além de deixar de perder um enorme tempo, desgastando-se física e mentalmente com esses esforços desnecessários.
Mas Victor Cohen era um homem determinado e cheio de esperança. Ele pensava que tudo isso poderia ajudar a humanidade a aperfeiçoar as relações e os conhecimentos sem fronteiras para, com isso, quebrar as intolerâncias culturais e religiosas. Estas que tanto separavam as pessoas gerando massacres e genocídios por todas as partes da Europa naquele tempo de trevas.
O trabalho se dividia em duas partes: uma especificamente mágica (através da Cabala) e outra científica, a qual era mais complicada, pois, envolvia uma adaptação entre matéria inorgânica com matéria orgânica vivificada por raios.
Com todo cuidado ele foi trabalhando no novo projeto de dia e de noite. Teve que ler manuscritos babilônicos sobre botânica, química, física e fisiologia. Também teve que procurar ajuda de um amigo dele especialista em mente humana, um tipo de neurocientista do fim da Idade Média. Com este último, ele pegou todas as informações de como funcionava o sistema nervoso para se sistematizar as informações neurais e retransmiti-las para as cordas vocais produzindo o som. Um árduo trabalho de estudos e mais estudos.
Além disso, outra parte difícil do problema, era ter que ir ao necrotério para adquirir os órgãos necessários para efetivar o projeto. Discretamente, o rabino conhecido na cidade como ?mentecapto? conseguiu falar com um aluno da universidade católica local que frequentava sua casa e namorava a filha dele. Com o futuro genro, ele arrumou toda estrutura orgânica que necessitava, pois o garoto trabalhava no necrotério da cidade vizinha.
Após conseguir o material humano de cadáveres para acoplar ao dicionário, Victor começou a batalha das combinações das letras e números cabalísticos. Permaneceu cerca de 15 dias jejuando, às vezes de dia, outras à noite. Tudo isso para que o feitiço desse exatamente como seus cálculos previam. Já que, nessa área da Gematria (matemática das letras hebraicas), tudo tinha que ser minuciosamente perfeito, para evitar o pior, pois o sagrado poderia dar lugar para maldições da infinita escuridão do mundo inverso da luz. Ele temia que alguma coisa desse errado, por isso, estava atento a todos os detalhes.
Continuando com a missão, agora quase esquizofrênica, o velhinho judeu colheu os perfumes das flores mais lindas de uma floresta que ficava em frente à casa dele. Produziu uma espécie de líquido à base de ervas alucinógenas do campo. Usando uma lente especial da Armênia, retirou os órgãos sexuais das borboletas azuis e das mariposas verdes e os misturou com asas de formigas rainhas. Tirou as penas dos filhotes de cines negros e as bateu com asas de morcego branco.
Pronto, a parte mágica do processo cabalístico da criação estava quase finalizada, só faltava Victor conseguir fazer com que as correntes eletromagnéticas passassem pelos fios que estavam conectados ao material cerebral introduzido nas centelhas do sensor de diamantes. Estes refletindo como um prisma luminótico cada página do livro sábio (Dicionário de Todas as Línguas).