"O Estado das coisas", livro de estreia do jornalista e escritor Jonatan Silva, é uma colcha de retalhes do dia a dia absurdo em que estamos inseridos. As histórias vão do turbulento cotidiano familiar (?A Última tentação de k.?) ao surrealismo de peixes que invadem o céu de uma cidade qualquer (?Alegoria?). Há também uma ode à arte (?Vermelho frágil?) ou o surpreendente e policialesco (?Fata morgana?). ?São todos textos que beiram o irreal, mas ? olhando de perto ? se percebe que são apenas retratos do nosso cotidiano?, explica o autor.
Nos contos de O Estado das coisas se nota com clareza a influência de Borges, Beckett, Kafka e Schulz, mas, ainda assim, Jonatan Silva cria uma narrativa com voz própria e intensa.
Muitos dos contos são curtos, seguindo o que ensinou Cortázar: vencendo o leitor por nocaute. É impossível não passar incólume por ?Todos os fogos?, conto que fecha o livro. Que fogo seria esse? A pergunta é retórica e a resposta depende de cada leitor e, portanto, não há interpretação errada.
Nos contos de O Estado das coisas se nota com clareza a influência de Borges, Beckett, Kafka e Schulz, mas, ainda assim, Jonatan Silva cria uma narrativa com voz própria e intensa.
Muitos dos contos são curtos, seguindo o que ensinou Cortázar: vencendo o leitor por nocaute. É impossível não passar incólume por ?Todos os fogos?, conto que fecha o livro. Que fogo seria esse? A pergunta é retórica e a resposta depende de cada leitor e, portanto, não há interpretação errada.