A única maneira que ele encontrou para expor seus crimes, sem precisar se preocupar se seria ou não investigado pela polícia, foi narrá-los diante de um grupo de apoio, no presídio, criado por uma psicóloga.
O Homem Que Via Monstros, como era conhecido, passou meses diante do grupo sem dizer uma palavra sequer. No entanto, viu a oportunidade que a vida lhe estendia e resolveu, no ato mais sábio de toda a sua existência, que aquele era o local ideal para se abrir, contar o que os policiais jamais descobriram. Contudo, o motivo pelo qual ele parou ali ainda é um mistério, e a doutora pretende fazê-lo falar.
Ela queria ouvir uma boa história, e ele desejava ter a sua plateia. Quando duas mentes assim se encontram, não pode vir boa coisa.
O Homem Que Via Monstros
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