O livro e a leitura no Brasil
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A leitura, nas palavras do historiador, não é apenas uma habilidade, mas “uma ativa elaboração de significados dentro de um sistema de comunicação. Entender como os franceses liam livros no século XVIII é entender como pensavam”, conclui ele.
Uma mesma história, impressa em edições de luxo ou em livros de bolso, acaba sendo absorvida de diferentes maneiras pelos leitores.
Na arena dos livros e publicações, D. João VI fundou, no dia 13 de maio de 1808, a Impressão Régia,
Pouco a pouco, o texto impresso, em especial o livro, tornava-se não só um objeto conhecido no cotidiano da corte como também um item fundamental no processo de civilização do nosso país. Nesse novo cenário, tipografias eram abertas, livreiros estrangeiros estabeleciam seus negócios nas ruas centrais da cidade e a Real Biblioteca, esquecida nos portos de Lisboa durante a fuga em 1808, finalmente ancorava no Rio de Janeiro.
Diferentemente do governo espanhol, que autorizava a abertura de estabelecimentos gráficos em suas colônias na América, a metrópole portuguesa, até a vinda da família real, em 1808, proibiu expressamente qualquer tipo de reprodução impressa em todo o território nacional, por temer uma possível propagação de idéias políticas progressistas e revolucionárias.