romance em questão faz um apanhado polifônico dos usos e costumes brasileiros, da política à sexualidade, dos hábitos de consumo àqueles mais especificamente culturais, e traça um panorama nada favorável aos desdobramentos de nossas vidas, quer no âmbito pessoal, quer no político. O tom, porém, é humorístico, apesar de corrosivo. Como é panorâmico, a quantidade de personagens chega a cem, embora a maioria deles atue em poucos capítulos ou mesmo linhas. O título cruza três referências; a primeira tem origem na conhecida frase humorística acerca dos destinos do nosso país (cujo nome também não é citado uma única vez no romance, por desnecessário), “o último a sair apaga a luz”, amalgamada à novela de Tolstoi (A morte de Ivan Ilitch) que é lembrada pelo personagem à morte no último capítulo, e ao pedido atribuído a Goethe, célebres últimas palavras que alguns dizem nunca pronunciadas: “Luz, mais luz!”.
O Último a Sair Acende a Luz
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