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    O Massacre dos Judeus

    Por Susana Mateus e Paulo Mendes Pinto
    Existem 8 citações disponíveis para O Massacre dos Judeus

    Sobre

    Uma obra a assinalar os 500 anos sobre o massacre que a 19 de Abril de 1506 vitimou perto de quatro mil judeus em Lisboa e que ficou conhecido como um dos mais cruéis da história, na colecção em que a Alêtheia Editores também publica O Poema Sobre o Desastre de Lisboa de Voltaire, numa edição bilingue e com tradução de Vasco Graça Moura, O Terrível Terramoto da Cidade que foi Lisboa – Correspondência do Núncio Filippo Acciaiuoli, de Arnaldo Pinto Cardoso, e as Cartas Amorosas de uma Religiosa Portuguesa, de Mariana Alcoforado.
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    Citações de O Massacre dos Judeus

    Os alvos são, não só os conversos, como aqueles judeus que procuravam os conversos e os tentavam convencer a tornar à sua fé antiga.

    Por exemplo, em Saragoça, cidade com uma judiaria muito forte e rica, a Inquisição foi brutalmente dura para com os conversos entre 1478 e 1492, os anos entre a instalação da Inquisição e a expulsão dos judeus.

    A Inquisição, o Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste «nicho legal».

    Mas este fenómeno, matar judeus, era significativamente normal nos séculos xiv e xv (em Sevilha, cerca de 100 anos antes morreram também 4000 judeus em ataque semelhante à judiaria da cidade).

    Em Portugal, pela mesma época, D. João I (que sobe ao trono em 1385) seguia a restante Europa ao obrigar os judeus à distinção física: os judeus deveriam trazer no exterior das suas vestes uma estrela vermelha de seis pontas do tamanho de um selo régio de cera, sob pena de prisão e perda das roupas.

    apesar de todo o ambiente antijudaico vivido na época, nunca as autoridades religiosas cristãs foram tão longe ao decretar, nesse complexo e por vezes boçal mundo da compra e venda de indulgências, o perdão através de assassínios.

    foram as mulheres que o arrastaram para fora da igreja e o espancaram até ficar inconsciente. Seguidamente, terão sido os homens e os jovens a tomar o lugar e a infligir-lhe a morte. O corpo terá sido, ainda, esquartejado no meio do largo fronteiro à igreja. Segundo lbn Verga,

    Yosef Ha-Kohen (século XVI) – Caíram sobre os conversos de repente, como ursos e como lobos do deserto, a uns quatro mil deles passaram-nos a golpe de espada e colocaram a mão nos despojos; violaram as suas meninas e donzelas e as suas mulheres; pelas janelas atiravam para terra as mulheres em cima das suas lanças, a mãe era esmagada sobre os seus filhos no dia da cólera divina. Uma mulher matou um dos monges que a tentara violar, com o instrumento que levava na mão.

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