Os dez mandamentos
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Assim, Moisés subiu ao monte e recebeu a Lei, escrita pelo próprio dedo de Deus sobre tábuas de pedra, significando que o nosso coração é, naturalmente, tão duro que nada, a não ser o dedo de Deus, pode fazer qualquer impressão de sua Lei nele.
Existem duas coisas que são indispensáveis à vida do cristão: primeira, um claro conhecimento do dever; e segundo, uma conscienciosa prática do dever correspondente a esse conhecimento.
Embora possa haver conhecimento sem prática; todavia, não é possível a prática da vontade de Deus sem conhecimento.
Aquelas tábuas foram quebradas por Moisés em seu santo zelo (Êx 32.19), e Deus as escreveu uma segunda vez (34.1). Isso quer dizer que a Lei da natureza foi escrita em nosso coração na criação, quebrada quando caímos em Adão, e reescrita na regeneração (Hb 10.16).
o cristão não está debaixo da Lei como uma Aliança de Obras, nem como uma ministração de condenação, mas ele está debaixo dela como uma regra de vida e um meio de santificação.
Que nenhum homem se gabe com a ideia de que não pode ser acusado de falta de castidade, pois tem se abstido do ato propriamente dito, enquanto o seu coração é uma cloaca de imaginações e desejos aviltantes. Porque a Lei de Deus é “espiritual” (Rm 7.14), ela não somente proíbe os grosseiros atos externos de depravação, mas também proíbe e condena a falta de castidade do coração – todas as imaginações e pensamentos ilegais. Como existe o assassinato de coração, assim também existe o adultério de coração, e aqueles que cometem impureza especulativa e prostituem seus pensamentos e imaginações à impura aceitação da cobiça são culpados de transgredir este mandamento: “Qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5.28).
Esse mandamento notifica claramente que Deus exige o corpo tanto quanto a alma para o seu serviço. “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências… se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 6.12; 8.13). “Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo… Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo… glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito” (1Co 6.13, 15, 20). Para um cristão, esse pecado infame é um sacrilégio. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19). Se Cristo ficou indignado quando viu a casa de seu Pai transformada em covil de ladrões, quão mais abominável aos seus olhos deve ser aquela perversidade que deprecia o templo do Espírito Santo numa pocilga imunda!