Maurício de Almeida Abreu Departamento de Geografia - Universidade Federal do Rio de Janeiro Dada a importância da cultura canavieira nos primeiros séculos da colonização do Brasil, é paradoxal que tenhamos hoje tão poucas informações sobre ela. Mesmo Schwartz, que contou com dados detalhados do engenho de Sergipe do Conde, na Bahia, viu-se obrigado, muitas vezes, a conjecturar. O problema se repete no Rio de Janeiro. Embora saibamos que os engenhos fluminenses possuíam livros de registro, a verdade é que eles desapareceram. Isto não impede, entretanto, que nos aproximemos desse antigo mundo rural. Baseado numa pesquisa minuciosíssima da documentação ainda existente, que incluiu o levantamento de todos os livros cartoriais da cidade e de inúmeras outras fontes primárias e secundárias, foi possível identificar e localizar quase uma centena e meia de engenhos fluminenses, assim como acompanhar a situação dominial de cada um deles durante o século XVII. Embora não forneça quantitativos de produção, o trabalho oferece também inúmeros subsídios à discussão das conjunturas económicas seiscentistas.
Os engenhos do Rio de Janeiro do Século XVII
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