Os Russos
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O grande nome da pintura de ícones na Rússia foi Andrei Rublev (1360-1427).
a origem da civilização russa não está na Rússia atual, mas sim na Ucrânia: foi o chamado Estado kievano (ou Rus’), que existiu do século IX ao XIII.
a União Soviética era composta de quinze repúblicas constitutivas: as três eslavas (Rússia, Ucrânia e Bielo-Rússia), as três do mar Báltico (Estônia, Lituânia e Letônia), as três separadas da Rússia pela cadeia de montanhas do Cáucaso (Geórgia, Armênia e Azerbaijão), a Moldova e as cinco repúblicas islâmicas da Ásia central (Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão e Quirguistão).
No mesmo romance, o personagem Ivan Karamazov pronuncia uma das frases mais famosas do existencialismo: “Se Deus não existisse, tudo seria permitido”.
É curioso pensar que o preço da passagem de metrô em 1989, quando cheguei à União Soviética, ainda era o mesmo que Khrushchev pagava em 1962! Isso, claro, se ele usasse metrô.
Para eles, o que vale para determinar a nacionalidade é a preservação da cultura: o local onde você nasce é mero acidente.
Não apenas os partidos políticos legais são um aparecimento tardio na vida russa, como os primeiros partidos criados (ainda na ilegalidade) são da esquerda radical. Por culpa até da repressão czarista, os partidos radicais de esquerda saíram na frente e ingressaram na arena política com a vantagem da experiência acumulada neste início. O congresso de fundação do Partido Operário Social-Democrata da Rússia foi realizado em março de 1898 em Minsk, na Bielo-Rússia. Reunia uma série de pequenos grupos marxistas dispersos. Mas, dos nove delegados presentes, a maior parte foi presa logo depois pela polícia, deixando o partido à deriva. Foi seu segundo congresso, realizado em Bruxelas e Londres em 1903, que instaurou definitivamente o partido. E ele já nasceu rachado em duas alas: bolcheviques (em russo, “majoritários”) e mencheviques (“minoritários”). Os bolcheviques eram liderados por Lenin e queriam um partido centralizado e de quadros, isto é, formado apenas por ativistas. Já os mencheviques, liderados por Martov, propunham um partido mais aberto, que aceitasse simpatizantes também. Outra questão que dividiria os dois grupos era a da forma que a revolução socialista deveria tomar. Os mencheviques achavam que o capitalismo na Rússia não estava desenvolvido o suficiente para a eclosão da revolução socialista. Assim, era possível uma aliança com a burguesia para que fosse completada a revolução democrático-burguesa no país para, aí sim, passar-se à etapa socialista. Os bolcheviques desconfiavam do “reformismo” dos mencheviques e pregavam uma via revolucionária mais direta para o socialismo, dizendo que, em escala mundial, o capitalismo já estava maduro e desenvolvido o suficiente para o pulo ao socialismo. Os Social-Democratas pregavam, então, um socialismo baseado no proletariado industrial de estilo marxista.
“A organização revolucionária deve se constituir, acima de tudo, de pessoas que fazem da atividade revolucionária sua profissão”.
Lenin lançava algumas proposições controversas. Escreveu, por exemplo: “A classe operária, por si só, não passa da mentalidade sindicalista” (significando que é preciso um partido revolucionário para fazer a classe trabalhadora sair da mera luta por reformas e melhores salários e passar para uma batalha pela mudança da sociedade como um todo).