We love eBooks
    Baixar Papisa Joana pdf, epub, eBook

    Papisa Joana

    Por Donna Woolfolk Cross
    Existem 8 citações disponíveis para Papisa Joana Baixar eBook Link atualizado em 2017
    Talvez você seja redirecionado para outro site

    Definido como

    Citações de Papisa Joana

    Acreditava-se que o sangue menstrual azedava o vinho, arruinava as colheitas, tirava o fio das lâminas, enferrujava os metais, e infectava as mordidas dos cães com um veneno incurável.

    Ao todo, era proibido ter relações sexuais em cerca de duzentos e vinte dias do ano; somando esses dias aos das regras mensais de Gisla, não sobravam muitos mais para escolher. Acabaram marcando para o

    “O coração de um sábio quase nunca é alegre”.

    Quanto a vontade, a mulher deveria ser considerada superior ao homem — aquilo era muito ousado, mas não havia como voltar atrás agora —, pois Eva comeu da maçã por amor à cultura e ao conhecimento, enquanto Adão comeu simplesmente porque ela pediu que ele comesse.

    A Igreja proibia relações maritais aos domingos, quartas e sextas-feiras, bem como nos quarenta dias antes da Páscoa, nos oito dias depois de Pentecostes, nos cinco dias antes de receber a comunhão ou na véspera de alguma festa importante ou dia de guarda. Ao todo, era proibido ter relações sexuais em cerca de duzentos e vinte dias do ano; somando esses dias aos das regras mensais de Gisla, não sobravam muitos mais para escolher. Acabaram marcando para o vigésimo quarto dia do mês, data que agradou a todos menos Gisla, impaciente para que as festividades começassem logo.

    Vamos rezar como se tudo dependesse de Deus, e trabalhar como se tudo dependesse de nós

    O século IX marcou, em suma, a transição da sociedade de uma forma de civilização, morta havia muito, para outra que ainda não tinha nascido, com toda a efervescência e agitação que isso implicava. A vida nesses tempos conturbados era particularmente difícil para as mulheres. Era uma época misógina, forjada pelas diatribes do apóstolo Paulo e de Padres Apostólicos como Tertuliano contra o sexo feminino: E vocês não sabem que são Eva? […] Vocês são o portão do diabo, o traidor da árvore, a primeira desertora da Lei Divina; vocês são aquela que instigou aquele a quem o diabo não ousou abordar […] por causa da morte que vocês merecem, até o Filho de Deus teve de morrer. Acreditava-se que o sangue menstrual azedava o vinho, arruinava as colheitas, tirava o fio das lâminas, enferrujava os metais, e infectava as mordidas dos cães com um veneno incurável. Com poucas exceções, as mulheres eram tratadas como menores de idade vitalícios, sem quaisquer direitos legais ou de propriedade. A lei permitia que seus maridos batessem nelas; o estupro era encarado como uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada, pois uma mulher letrada era considerada não apenas uma aberração, mas também um perigo. Não é de surpreender, pois, que uma mulher optasse disfarçar-se de homem para escapar de tal existência. Além de Joana, outras mulheres foram bem-sucedidas nessa impostura. No século III, Eugênia, filha do prefeito de Alexandria, ingressou num monastério disfarçada de homem, e chegou a alcançar a posição de abade. O disfarce só acabou sendo descoberto porque ela foi obrigada a revelar seu sexo como último recurso para refutar a acusação de ter deflorado uma virgem. No século XII, santa Hildegunda, sob o nome de José, tornou-se monge na Abadia de Schönau e viveu entre os irmãos sem ser descoberta até a sua morte, muitos anos depois18. A esperança acesa por tais mulheres foi apenas uma luz bruxuleante na escuridão profunda, mas nunca se apagou complet

    Em 1276, após ter ordenado uma investigação minuciosa nos registros papais, o papa João XX mudou seu nome pontifício para João XXI, reconhecendo oficialmente o reinado de Joana como papa João VIII. A história de Joana foi incluída no guia oficial eclesiástico para Roma usado pelos peregrinos por mais de trezentos anos. Outra impressionante evidência histórica pode ser encontrada no bem documentado julgamento de João Hus, em 1413, por heresia. Hus foi condenado por pregar a doutrina herética de que o papa é falível. Em sua defesa, Hus citou, durante o julgamento, vários exemplos de papas que haviam pecado e cometido crimes contra a Igreja. Seus juízes, todos clérigos, responderam detalhadamente às acusações dele, negando-as e classificando-as como blasfêmias. Apenas uma das afirmações de Hus não foi refutada: “Muitos vezes caíram os papas no pecado e no erro, quando, por exemplo, Joana foi eleita papa, sendo uma mulher”. Nenhum dos vinte e oito cardeais, quatro patriarcas, trinta arcebispos, duzentos e seis bispos, e quatrocentos e quatro teólogos presentes, acusou Hus de mentira ou blasfêmia por essa asserção.

    Relacionados com esse eBook

    Navegar por coleções