É preciso escrever, não mais para ser um autor. Mas para situar-se no presente. Escrever, para não ser identidade. Mas, diferença. Escrever para coabitar o impossível e afirmar os mitos. Para lançar no mar, as redes que lançadas sustentam a vida. Escrever, então, como um ato político. Como um diagnóstico que nos remete ao passado e pontua o futuro. Escrever até de olhos fechados. Para enfim, quando a música no universo for tocada, estejamos todos atentos aos versos ocultos. E que assim a poesia rompa com a gramática e a palavra já não mais sendo máscara, seja liberdade ? radiante em cada alvorada. Afinal:
O que quer o poeta se não confundir as palavras
E retirar este manto sagrado na linguagem calcada?
Não interessa a ele senão esse movimento revolucionário
Que desmorona os concretos e acusa a gramática?
Primeira Poética é uma obra de poesias situadas no passado que se estenderam sobre o futuro - o nosso presente. É tanto uma homenagem aos "outros" que coabitaram a existência quanto um apelo à pureza, a sensibilidade, aos devaneios e as lutas. Na obra supracitada acompanhamos a travessia do gótico para o arcano como sendo muito mais uma sofisticação e movimento de esclarecimento em relação às ideias e a vida do que um abandono radical de uma essência ou uma origem. Nesse sentido, convém dizer que a Primeira Poética é o instante em que se deparando com o espelho, tem-se claro que a barba está pronta para ser feita. Mais ainda, a Primeira Poética, é o espelho. Mas o espelho que agora reflete e pelo qual o Eu deslumbra ? sem o receio de todos os outros devires. Se o Eu contempla, no espelho, a sua própria extensão da vida é porque, de certo, sabe-se bem que só ali reside o caráter indissociável da própria existência: quer seja a miragem quer seja a paisagem sempre fictícia. Para todos os amantes da poesia e, em especial, para os admiradores de temas filosóficos e literaturas góticas e ultrarromânticas; Primeira Poética é uma mescla salutar para contemplar as paisagens da vida e as figuras que permeiam a consciência.
O que quer o poeta se não confundir as palavras
E retirar este manto sagrado na linguagem calcada?
Não interessa a ele senão esse movimento revolucionário
Que desmorona os concretos e acusa a gramática?
Primeira Poética é uma obra de poesias situadas no passado que se estenderam sobre o futuro - o nosso presente. É tanto uma homenagem aos "outros" que coabitaram a existência quanto um apelo à pureza, a sensibilidade, aos devaneios e as lutas. Na obra supracitada acompanhamos a travessia do gótico para o arcano como sendo muito mais uma sofisticação e movimento de esclarecimento em relação às ideias e a vida do que um abandono radical de uma essência ou uma origem. Nesse sentido, convém dizer que a Primeira Poética é o instante em que se deparando com o espelho, tem-se claro que a barba está pronta para ser feita. Mais ainda, a Primeira Poética, é o espelho. Mas o espelho que agora reflete e pelo qual o Eu deslumbra ? sem o receio de todos os outros devires. Se o Eu contempla, no espelho, a sua própria extensão da vida é porque, de certo, sabe-se bem que só ali reside o caráter indissociável da própria existência: quer seja a miragem quer seja a paisagem sempre fictícia. Para todos os amantes da poesia e, em especial, para os admiradores de temas filosóficos e literaturas góticas e ultrarromânticas; Primeira Poética é uma mescla salutar para contemplar as paisagens da vida e as figuras que permeiam a consciência.