?João Batista Gregório é um mestre na arte de contar histórias, não só porque domina o vernáculo e serve-se dele com intimidade de parceiro, mas porque é dotado de memória, criatividade e imaginação brilhantes. Suas personagens são verossímeis, porque são saídas da vida real ou, no máximo, construídas habilmente, com características de gente conhecida, de gente como a gente, que ri, chora, sofre e sonha... É essa familiaridade com o real, como se a ação estivesse acontecendo dentro da nossa casa ou, no máximo, na vizinhança, em cenas que reproduzem o cotidiano, que confere brilho, graça e singularidade aos seus causos. Também contribui para encantar o leitor com os recursos da pilhéria, da ironia, da jocosidade e da irreverência, centrados num humor muito saudável, de riso e sorriso fácil, natural e envolvente, que prediz ser o autor alguém de bem com a vida e com o ambiente que o cerca. Capítulo à parte são as receitas culinárias com que o nosso autor gastronômico presenteia o leitor ? elas são o invólucro delicioso, suculento e aromático que fazem da obra de João Batista Gregório um legítimo manjar dos deuses, pronto para saborear!? (Nivia Andres é gaúcha, jornalista, graduada em Comunicação Social e licenciada em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, RS.)
Qual será o sabor da crônica?
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