Quincas Borba é um romance de Machado de Assis publicado em 1891. Juntamente com Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, é considerado uma das obras-primas do escritor brasileiro. É nesta obra que Machado explica com mais vagar o Humanitismo, filosofia de vida formulada por Quincas Borba em Memórias Póstumas.
O romance conta a vida de Rubião, um pacato professor que se torna rico da noite para o dia ao receber uma herança deixada pelo filósofo Quincas Borba, criador de uma filosofia chamada Humanitismo. Rubião passa a viver no fausto da Corte do Rio de Janeiro, num ambiente a que não estava acostumado e que muito o deslumbra. Torna-se amigo de um casal, Cristiano Palha e Sofia, em torno dos quais e do próprio Rubião gira todo o enredo do romance. Há também um cachorro, o Quincas Borba, que herdou o nome do filósofo, que fora seu dono, antes que ele passasse a pertencer a Rubião.
Rubião acaba sendo traído pelo casal Palha e Sofia, pois estes estorquem seu dinheiro, esta com os presentes caros que ele lhe dá; aquele com os empréstimos que lhe toma e nunca paga e com a sociedade que constituem - quando os negócios começam a ir bem e Palha percebe que Rubião está cada vez mais pródigo e que suas chances de lucro no futuro são cada vez maiores, desfaz a sociedade e não paga os atrasados ao amigo.
Rubião morre pobre e solene. Já muito afetado pela doença na sua cidade natal, relembra parte de uma explicação que lhe foi dada por Quincas Borba, e que habitou muito sua mente nos primeiros momentos quando soube que herdara toda fortuna do citado filósofo, diz: "Ao vencedor, as batatas". Muito resumidamente isto quer dizer, a quem venceu a guerra, que desfrute das batatas. Nos campos de batalha pós-guerra, se a tivesse vencido, teria o luxo de desfrutar de deliciosas batatas. Naturalmente, referindo-se a sua "odisséia" de Minas à corte, e de lá cá de volta.
?Em Quincas Borba, em que o motivo da dissimulação já preludia D. Casmurro, a arte machadiana se compraz na retórica do subentendido. Nesse estilo velado, impera a metonímia: o registro dos efeitos sugere as causas, sem explicitá-las. Por exemplo: o constrangimento ambíguo de Palha, quando Sofia lhe conta a declaração de amor que lhe fez Rubião, transparece na lacônica referência ao seu gesto.?, José Guilherme Merquior em "De Anchieta a Euclides", p. 24
?Em Quincas Borba recupera-se a narração em terceira pessoa para melhor objetivar o nascimento, a paixão e a morte de um provinciano ingênuo. Rubião, herdeiro improvisado de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal ambicioso; a mulher, a ambígua Sofia, vendo-o rico e desfrutável, dá-lhe esperanças, mas se abstém cautelosamente de realizá-las ao perceber no apaixonado traços de crescente loucura. Em longos ziguezagues se vão delineando o destino do pobre Rubião e a vileza bem composta do mundo onde triunfam Sofia e o marido; e não sei de quadro mais fino da sociedade burguesa do Segundo Reinado do que este, composto a modo de um mosaico de atitudes e frases do dia a dia. Desse mundo é expulso com metódica dureza o louco, o pobre, nas ladeiras de Barbacena, trazem na sua simplicidade patética o selo do gênio.?, Alfredo Bosi em "História Concisa da Literatura Brasileira", p. 181
O romance conta a vida de Rubião, um pacato professor que se torna rico da noite para o dia ao receber uma herança deixada pelo filósofo Quincas Borba, criador de uma filosofia chamada Humanitismo. Rubião passa a viver no fausto da Corte do Rio de Janeiro, num ambiente a que não estava acostumado e que muito o deslumbra. Torna-se amigo de um casal, Cristiano Palha e Sofia, em torno dos quais e do próprio Rubião gira todo o enredo do romance. Há também um cachorro, o Quincas Borba, que herdou o nome do filósofo, que fora seu dono, antes que ele passasse a pertencer a Rubião.
Rubião acaba sendo traído pelo casal Palha e Sofia, pois estes estorquem seu dinheiro, esta com os presentes caros que ele lhe dá; aquele com os empréstimos que lhe toma e nunca paga e com a sociedade que constituem - quando os negócios começam a ir bem e Palha percebe que Rubião está cada vez mais pródigo e que suas chances de lucro no futuro são cada vez maiores, desfaz a sociedade e não paga os atrasados ao amigo.
Rubião morre pobre e solene. Já muito afetado pela doença na sua cidade natal, relembra parte de uma explicação que lhe foi dada por Quincas Borba, e que habitou muito sua mente nos primeiros momentos quando soube que herdara toda fortuna do citado filósofo, diz: "Ao vencedor, as batatas". Muito resumidamente isto quer dizer, a quem venceu a guerra, que desfrute das batatas. Nos campos de batalha pós-guerra, se a tivesse vencido, teria o luxo de desfrutar de deliciosas batatas. Naturalmente, referindo-se a sua "odisséia" de Minas à corte, e de lá cá de volta.
?Em Quincas Borba, em que o motivo da dissimulação já preludia D. Casmurro, a arte machadiana se compraz na retórica do subentendido. Nesse estilo velado, impera a metonímia: o registro dos efeitos sugere as causas, sem explicitá-las. Por exemplo: o constrangimento ambíguo de Palha, quando Sofia lhe conta a declaração de amor que lhe fez Rubião, transparece na lacônica referência ao seu gesto.?, José Guilherme Merquior em "De Anchieta a Euclides", p. 24
?Em Quincas Borba recupera-se a narração em terceira pessoa para melhor objetivar o nascimento, a paixão e a morte de um provinciano ingênuo. Rubião, herdeiro improvisado de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal ambicioso; a mulher, a ambígua Sofia, vendo-o rico e desfrutável, dá-lhe esperanças, mas se abstém cautelosamente de realizá-las ao perceber no apaixonado traços de crescente loucura. Em longos ziguezagues se vão delineando o destino do pobre Rubião e a vileza bem composta do mundo onde triunfam Sofia e o marido; e não sei de quadro mais fino da sociedade burguesa do Segundo Reinado do que este, composto a modo de um mosaico de atitudes e frases do dia a dia. Desse mundo é expulso com metódica dureza o louco, o pobre, nas ladeiras de Barbacena, trazem na sua simplicidade patética o selo do gênio.?, Alfredo Bosi em "História Concisa da Literatura Brasileira", p. 181