Davi pegou uma pedra do chão, sentindo a aspereza pelos dedos pequenos. Com firmeza, jogou-a do outro lado do rio turvo que demarcava a fronteira. Uma poeira avermelhada pairava sobre as águas e ocultava a margem, mas o menino podia ver que Raiana ainda estava lá.
A silhueta escura oscilou em meio ao pó. Desapareceu antes de a pedra tremular e cair no fundo do rio.
O menino esperou algum tempo mas não viu mais nada. Tocou a barriga e sentiu a fome brotando como boiada, contorcendo sua tripas em um nó insolúvel.
Davi conhecia a dor da fome. Aquilo não era falta de comer.
Apenas sentia muito a falta de Raiana.
A silhueta escura oscilou em meio ao pó. Desapareceu antes de a pedra tremular e cair no fundo do rio.
O menino esperou algum tempo mas não viu mais nada. Tocou a barriga e sentiu a fome brotando como boiada, contorcendo sua tripas em um nó insolúvel.
Davi conhecia a dor da fome. Aquilo não era falta de comer.
Apenas sentia muito a falta de Raiana.