A ideia desta obra foi reunir diferentes textos (alguns já publicados, outros não), aos quais resolvi chamar de ?recortes?, por apresentarem formatos e contextos diversos, sem compromisso com a linearidade e inspirados por diferentes motivos. Com esses recortes fiz neste livro um mosaico composto por reflexões, registros culturais, protestos e simplicidades cotidianas, que têm em comum um fator determinante: a expressão da vida, em épocas e espaços distintos, a partir de experiências próprias e de terceiros, boa parte delas baseada em questões e acontecimentos afetos à órbita LGBT e às minorias. São olhares, registros, que ora descrevem um evento notável, ora se indignam com uma sociedade injusta e preconceituosa, ora externam angústias e dúvidas pessoais, inerentes a todo ser humano.
Como já dito, não há linearidade nesses escritos, tampouco houve a pretensão de transformá-los em obras-primas. Ao contrário, trata-se de reflexões e testemunhos simplificados, sem máscaras, e que, por isso mesmo, assumem uma fluência espontânea, de poucos obstáculos literários. Expondo de peito aberto, nessas páginas, pedaços de minha visão de mundo e de minhas verdades, imaginei-me em uma conversa próxima e informal com o leitor, deixando-o totalmente à vontade para questionar ou divergir de meus pontos de vista. Afinal, por mais que alguns esqueçam, vivemos em uma democracia, onde o mais importante é o debate de ideias. E as ?diferenças? são praticamente a força maior que move esses textos.
A inclusão de alguns artigos sobre shows ou eventos, a maioria deles já publicada, principalmente no período de 2004 a 2006, deveu-se a uma necessidade de perpetuar o registro desses acontecimentos, de modo a exaltar o que valeu a pena ser visto, vivido e descrito. Reproduzir essas matérias também é contar um pouco a história de uma época, de um lugar ? no caso, a minha Bahia ? e de personagens que, merecidamente, conquistaram seu espaço e contribuíram para a nossa cultura.
Predominam aqui, no entanto, ?recortes? que surgem em formato de crônicas, abordando questões existenciais, comportamentais, político-sociais e dilemas inevitáveis, tingidos de angústias, esperanças, protestos, revoltas e desabafos, sobretudo aqueles relacionados aos contraditórios percalços no caminho de um gay que briga por seu espaço, dentro de uma sociedade que ainda insiste em discriminá-lo.
O mais importante é que, neste ?mosaico?, nesta sequência de ?recortes da vida?, nada é ficção. Tudo é real. Real de uma realidade que pode e deve ser melhorada, com uma ?mãozinha? do nosso permanente trabalho de conscientização.
Como já dito, não há linearidade nesses escritos, tampouco houve a pretensão de transformá-los em obras-primas. Ao contrário, trata-se de reflexões e testemunhos simplificados, sem máscaras, e que, por isso mesmo, assumem uma fluência espontânea, de poucos obstáculos literários. Expondo de peito aberto, nessas páginas, pedaços de minha visão de mundo e de minhas verdades, imaginei-me em uma conversa próxima e informal com o leitor, deixando-o totalmente à vontade para questionar ou divergir de meus pontos de vista. Afinal, por mais que alguns esqueçam, vivemos em uma democracia, onde o mais importante é o debate de ideias. E as ?diferenças? são praticamente a força maior que move esses textos.
A inclusão de alguns artigos sobre shows ou eventos, a maioria deles já publicada, principalmente no período de 2004 a 2006, deveu-se a uma necessidade de perpetuar o registro desses acontecimentos, de modo a exaltar o que valeu a pena ser visto, vivido e descrito. Reproduzir essas matérias também é contar um pouco a história de uma época, de um lugar ? no caso, a minha Bahia ? e de personagens que, merecidamente, conquistaram seu espaço e contribuíram para a nossa cultura.
Predominam aqui, no entanto, ?recortes? que surgem em formato de crônicas, abordando questões existenciais, comportamentais, político-sociais e dilemas inevitáveis, tingidos de angústias, esperanças, protestos, revoltas e desabafos, sobretudo aqueles relacionados aos contraditórios percalços no caminho de um gay que briga por seu espaço, dentro de uma sociedade que ainda insiste em discriminá-lo.
O mais importante é que, neste ?mosaico?, nesta sequência de ?recortes da vida?, nada é ficção. Tudo é real. Real de uma realidade que pode e deve ser melhorada, com uma ?mãozinha? do nosso permanente trabalho de conscientização.