A década de 60 do século passado foi rica em acontecimentos de forte intensidade para o Brasil e para o mundo. Em meio às tendências libertárias dos jovens, e às tensões políticas da época, surge em nosso livro a figura de um menino, cuja característica principal é a timidez. Por vezes contraditória, essa marca coloca o nosso protagonista em situações constrangedoras, cômicas, perigosas e até surpreendentes.
São quatro contos cujos conteúdos se desenrolam entre os sete e os dez anos do menino. Apesar de mostrar várias qualidades, nosso herói deixa de concretizar algumas experiências pessoais devido à sua timidez. Algumas dessas vivências até muito desejadas pelo garoto. O sofrimento também aparece em forma de tragédia circunstancial, assim como momentos de rara emoção causados por uma alegria inimaginável para o pequeno.
As estórias deixam no ar a sensação do ?quero mais?... Entretanto, bloqueios psicológicos não explicados, mas subliminares, fazem do menino um caldeirão de mistérios, que dão margem a inúmeras elucubrações do leitor, ficando a cargo deste a melhor opção que lhe couber para o seu melhor final. A postura infantil às vezes se transforma, pois a alegria dá lugar à violência, ao medo, à tristeza, ao transe...
Esses contos chamam atenção não só para questões personalísticas, mas chegam às raias das discussões políticas da época, das relações familiares e sua interação com a religião, numa cidade provinciana apesar da proximidade com a capital do Estado do Rio de Janeiro. Acreditamos que, em especial, os saudosistas vão se identificar com os fatos que compuseram essas estórias, que nada mais são do que um fragmento de nossa história, vivenciado através das experiências de uma criança tímida.
São quatro contos cujos conteúdos se desenrolam entre os sete e os dez anos do menino. Apesar de mostrar várias qualidades, nosso herói deixa de concretizar algumas experiências pessoais devido à sua timidez. Algumas dessas vivências até muito desejadas pelo garoto. O sofrimento também aparece em forma de tragédia circunstancial, assim como momentos de rara emoção causados por uma alegria inimaginável para o pequeno.
As estórias deixam no ar a sensação do ?quero mais?... Entretanto, bloqueios psicológicos não explicados, mas subliminares, fazem do menino um caldeirão de mistérios, que dão margem a inúmeras elucubrações do leitor, ficando a cargo deste a melhor opção que lhe couber para o seu melhor final. A postura infantil às vezes se transforma, pois a alegria dá lugar à violência, ao medo, à tristeza, ao transe...
Esses contos chamam atenção não só para questões personalísticas, mas chegam às raias das discussões políticas da época, das relações familiares e sua interação com a religião, numa cidade provinciana apesar da proximidade com a capital do Estado do Rio de Janeiro. Acreditamos que, em especial, os saudosistas vão se identificar com os fatos que compuseram essas estórias, que nada mais são do que um fragmento de nossa história, vivenciado através das experiências de uma criança tímida.